Delfinópolis espera reforço de balsas; filas não estão descartadas


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Turistas poderão esperar até 4 horas para fazer a travessia até Delfinópolis. Em novembro, duas das três balsas que realizam o transporte foram interditadas pelas Marinha
Turistas poderão esperar até 4 horas para fazer a travessia até Delfinópolis. Em novembro, duas das três balsas que realizam o transporte foram interditadas pelas Marinha
Tradicional destino de turistas nesta época do ano, a cidade de Delfinópolis (MG) vive a expectativa de ter de volta uma das balsas interditadas pela Marinha em novembro. O serviço de transporte, que normalmente é realizado por três balsas, ficou comprometido depois que duas delas, responsáveis por realizar a travessia sobre o rio Grande para chegar ou sair da cidade, foram interditadas. Em dias normais, cerca de 600 veículos são transportados. Com as festas de fim de ano, a expectativa é que esse número fique entre 1,5 mil e 2 mil. Sem o reforço, os turistas poderão enfrentar filas de até 4 horas. 
 
Segundo o encarregado geral das balsas, Alexandre Machado, a maior balsa, com capacidade para até 20 veículos utilitários e 4 caminhões, deve voltar a funcionar hoje, após quase 30 dias. “Quando as balsas foram interditadas o fluxo de veículos diminuiu e, mesmo após a liberação de uma delas, o serviço ainda ficou comprometido. Amanhã (hoje), com a volta do funcionamento da Rio Grande 4, a situação deve melhorar”, disse. 
 
Com as três balsas em funcionamento, 35 veículos podem ser transportados por vez. O transporte é dividido assim: a São João Batista do Glória tem capacidade para 12 veículos, Delfinópolis I, para 5 veículos e a Rio Grande 4, que deve voltar ainda hoje, tem capacidade para 18 veículos. 
 
De acordo com o secretário de Administração, Nelson Lara, a volta da balsa é aguardada com expectativa, já que muitos turistas são esperados para o Natal e Ano Novo. “Esperamos esse reforço para que as filas, que em média têm durado entre 3 e 4 horas, diminuam. As últimas semanas foram complicadas, mas a esperança é que muitos turistas visitem a cidade e, com a volta da balsa, tudo deve ficar mais fácil. Com as três em funcionamento o tempo de espera gira entre 1 e 2 horas.”
 
Em nota, a Furnas Centrais Elétricas, responsável por fornecer as balsas às Prefeituras banhadas pelo lago através de convênio, informou que as embarcações que fazem a travessia entre as cidades de Cássia e Delfinópolis já estão em dia com a manutenção, equipamentos e procedimentos de segurança, e liberadas para operação pela Capitania dos Portos. 
 
Em janeiro, de acordo com Furnas, a balsa São João Batista do Glória será retirada de operação para modernização. A necessidade de modernização das embarcações foi determinada pela Capitania dos Portos a Furnas e à Prefeitura de Delfinópolis, em reunião realizada em novembro, na sede da entidade.
 
Interdição
Duas das três balsas foram interditadas no dia 26 de novembro após a Marinha constatar que elas estariam com problemas de segurança, colocando em risco os usuários do sistema. Dias depois, uma delas passou por manutenção e voltou a realizar a travessia, mas mesmo assim o serviço continuou comprometido.
 
 
 

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