Policiais militares de folga de São Paulo vão ajudar no combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor dos vírus da dengue e da febre chikungunya e que transmite o vírus zika, cujo contágio pode causar microcefalia -má-formação cerebral que pode trazer limitações graves ao desenvolvimento da criança.
A partir de janeiro, mil vagas serão criadas para que oficiais e soldados da corporação possam fazer o bico oficial auxiliando os agentes de saúde e outros mil soldados do Exército. O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (23) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
O objetivo é reforçar o apoio de PMs aos agentes de saúde em todo o Estado. De acordo com o secretário da Saúde, David Uip, todas as casas do Estado deverão ser visitadas até o final de janeiro.
O controle das ações será feito a partir de uma sala de comando e controle estadual das arboviroses, também anunciada nesta quarta.
A partir de janeiro, os PMs em folga irão participar de mutirões em 20 cidades do Estado considerados prioritários por terem índices de infestação mais alto do Aedes aegypti. Cada PM poderá trabalhar até 8 horas por dia no bico oficial por até dez dias por mês.
O investimento será de R$ 15 milhões para o pagamento das diárias e custeio do convênio, com recursos da Secretaria da Saúde.
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