Vilões dos hortifrutis sofrem queda de preços; começa procura pela ceia


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Limão, cebola, batata e tomate baixam o preço. Busca por melancia, abacaxi, uva e pêssego deve crescer cerca de 50% nos próximos dias
Limão, cebola, batata e tomate baixam o preço. Busca por melancia, abacaxi, uva e pêssego deve crescer cerca de 50% nos próximos dias
Os grandes vilões do hortifruti no último mês estão mais baratos em dezembro. Com o resultado das chuvas na colheita, embora os preços ainda estejam acima do habitual, a diferença já pode ser sentida no bolso. O limão, que normalmente tem sua caixa vendida a R$ 30, em novembro viu sua cotação chegar a R$ 125 e, nesse mês, cair para R$ 50. A batata comum também teve alta mês passado, saindo de R$ 80 a saca para R$ 150 e recuando, agora, para R$ 120. O mesmo caminho percorreu a cebola e o tomate. A primeira teve a caixa, normalmente vendida a R$ 30, comercializada a R$ 60 no mês passado e R$ 55 nesse. Já o segundo saiu de R$ 35 para R$ 80 baixando para R$ 60. 
 
“No ano passado, os preços estavam melhores do que os que estou vendo este ano. De repente, vou ter que dar uma ‘segurada’ na ceia e ver direito o que fazer. Às vezes, vou acabar tendo que trocar uma fruta por outra. A laranja está com um bom preço”, disse a dona de casa Maria das Graças Almeida Souza. 
 
“Os preços estão oscilando e isso eu observei mais em relação ao preço do tomate”, disse a professora Rosaura Ribeiro Malta, que fazia ontem as compras para a ceia de Natal. No entanto, de acordo com ela, o carrossel dos preços não deverá afetar drasticamente a mesa de Natal. “Sempre fazemos um pernil, farofa e mesa de frutas. Esse ano será assim também. Já estou levando o abacaxi, o pêssego, a manga e as uvas. Estou em dúvida quanto à melancia.”
 
No carrinho de Rosaura, três dos quatro itens mais procurados nesta época do ano, segundo a Ceagesp, estavam presentes. Abacaxi, pêssego, uva e melancia são os campeões de venda quando o assunto é ceia de Natal. “Não temos um levantamento específico mas, pela experiência, acredito que a procura por essas frutas cresça, pelo menos, 50% nesta época do ano”, disse o gerente do entreposto local da Ceagesp, Giovanni Dominici. Ainda de acordo com ele, a batata e a cebola também registram grande crescimento nas vendas em épocas festivas. “A cebola é um tempero básico, já a batata é utilizada em várias receitas, como a maionese a bacalhoada.” 
 
No Ceagesp, que estará aberto entre as 7 e 10 horas do dia 24, o quilo da melancia está cotado em R$ 0,90, o preço do abacaxi entre R$ 2 e R$ 3 a peça; R$ 40 a caixa da uva niagara e R$ 30 a do pêssego. “As pessoas que quiserem comprar diretamente no Ceagesp, desde que seja por atacado, basta vir até aqui. Não é preciso ter CNPJ ou se registrar. A venda é liberada”, disse. 
 
Produtos refinados
Além das frutas básicas que compõem, praticamente, as mesas de todas as ceias, elementos refinados, encontrados mais facilmente nesta época do ano, passam a ser buscados em supermercados e varejões. “O pessoal já começa a procurar por cerejas frescas, tâmaras, uva niagara, ameixas, castanhas e pêssegos. Além de agradar o paladar, são tipos de alimentos que ajudam na decoração”, disse a assessora de Marketing do Rafa’s Super Varejão, Ariana Patrocínio. Por esse motivo, esses itens, assim como as fritas secas e as castanhas, de uma forma geral, sofrem alta considerada de preços nessa época do ano. A castanha de cajú e a castanha do pará, por exemplo, eram encontradas a R$ 75 o quilo, em média. Em dezembro, os preços pularam para mais de R$ 100 o quilo em vários estabelecimentos. 
 
 

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