O promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges abriu, na semana passada, dois inquérito contra o ex-presidente da Câmara, Jepy Pereira (PSDB) para apurar denúncias feitas pelo seu sucessor, Marco Garcia (PPS).
Segundo o atual presidente, em 2013, Jepy Pereira, mesmo tendo um departamento jurídico à disposição na Câmara, teria contratado dois advogados para auxiliá-lo em processos relacionados à sua gestão, sem licitação.
O primeiro contratado teria sido o advogado Setímio Salerno Miguel, para prestar serviços técnicos defendendo a gestão de Jepy Pereira em uma ação popular movida por funcionários da Câmara contra Jepy, por conta da criação irregular de cargos em comissão.
O outro advogado seria Thiago Pereira, contratado para atuar em uma ação trabalhista movida pelas próprias advogadas da Câmara, na qual elas pleiteavam que seus salários fossem corrigidos na mesma proporção que suas jornadas de trabalho foram aumentadas.
Os valores não foram divulgados. Segundo a denúncia, o ex-presidente teria contratado os profissionais sem o devido processo licitatório. A Câmara e Jepy Pereira já foram notificados e agora têm 15 dias para apresentar suas defesas ao promotor.
O ex-presidente foi procurado ontem para comentar as denúncias, mas não atendeu ao celular e, em seu escritório, as ligações não foram atendidas.
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