Funcionário morre em incêndio no Museu da Língua Portuguesa


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Um funcionário do Museu da Língua Portuguesa morreu intoxicado com a fumaça do incêndio que destruiu o Museu da Língua Portuguesa e parte do complexo da Luz, na região central de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (21). Segundo o Corpo de Bombeiros, Ronaldo Pereira, que era o brigadista do museu, chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou às 15h50 e foi controlado por volta das 18h30. Trinta e sete viaturas e 97 homens trabalharam para extinguir as chamas.

Fechado para o público às segundas-feiras, só havia funcionários do museu na hora do incêndio. Funcionários relataram que deixaram o prédio após ouvir o alarme. Segundo os bombeiros, as chamas destruíram o segundo e terceiro andares do prédio.

O complexo da estação da Luz, que inclui o prédio do Museu da Língua Portuguesa que devastado por incêndio, não tinha aval do Corpo dos Bombeiros para funcionar.

RECONSTRUÇÃO
Em entrevista coletiva, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que todos os esforços serão feitos para reconstruir o museu. "Com o carinho do povo de São Paulo e da população brasileira, vamos imediatamente tomar todas as providências. Vamos unir de novo a iniciativa privada, os novos parceiros, para a sua reconstrução."

O museu completaria dez anos em março do ano que vem. O secretário estadual da Cultura, Marcelo Araujo, disse que "as instalações da Praça da Língua, do auditório, do andar da exposição temporária sobre Câmara Cascudo, infelizmente, foram todas destruídas". "O museu foi totalmente afetado, é uma tragédia."

Araujo afirma que o local tinha todos os equipamentos de segurança necessários. Justifica a falta de alvará ao fato de se tratar de um prédio antigo, em que há vários equipamentos, como museu e estação.

Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, entidade responsável pela concepção do museu, disse que todos estão em choque com a tragédia. "O museu funcionava tão bem e não temos ideia do que possa ter acontecido ou nem onde possa ter começado o incêndio. Nem sabemos qual a extensão dos danos", disse Barreto.

Barreto disse que a fundação tem um "back up" de todos os conteúdos audiovisuais. Nesta terça-feira (22), haverá uma reunião na fundação e com pessoas envolvidas na administração do museu em São Paulo para discutir o acidente e definir planos para o futuro.

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