Medo do zika vírus faz repelentes ‘sumirem’ das farmácias


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Maria Ivone Borges mostra repelentes à venda na Drogafarma, que registrou aumento nas vendas
Maria Ivone Borges mostra repelentes à venda na Drogafarma, que registrou aumento nas vendas
O medo de contrair o zika vírus, provável causador da microcefalia em fetos, fez com que as vendas de repelentes aumentassem até 50% em farmácias de Franca. Em muitas, o produto chega a estar em falta. O objetivo é se proteger do mosquito Aedes aegypti que, além da dengue, transmite o zika e a chikungunya. A confirmação de casos suspeitos da doença na região, além de outros cinco de microcefalia em Ribeirão Preto, também contribuíram para que, principalmente as gestantes, buscassem uma forma de se proteger da doença. Até o momento, de acordo com o diretor da Vigilância em Saúde de Franca, José Conrado Netto, nenhum caso foi registrado na cidade.
 
Em uma rede de drogarias da cidade, as vendas de repelentes dobraram nas últimas semanas depois que o Ministério da Saúde confirmou uma epidemia de crianças que estão nascendo com o cérebro menor do que o normal, sintomas da microcefalia. “Somente no último feriado (dia da Padroeira da cidade) vendemos 24 dos repelentes indicados para as gestantes. O medo de contrair a doença tem provocado um aumento considerável nas vendas, tanto que os nossos produtos haviam se esgotado e realizamos imediatamente um novo pedido para repor o estoque. E a tendência é que esse crescimento continue”, disse a gerente da rede, Elizabeth Pedrosa.
 
Segundo a farmacêutica Calina Jacintho, as vendas de repelentes na farmácia onde trabalha aumentou entre 20% e 30%. “Existe um tipo que é indicado para combater o mosquito e já está em falta por causa da grande procura. Os médicos, preocupados com as grávidas, têm prescrito os repelentes”, disse.
 
O aumento é confirmado por José Elias Duarte, gerente de uma drogaria. “Nos últimos dias registramos um crescimento de até 30% na procura por repelentes, tanto que o nosso estoque acabou e em algumas farmácias já não temos mais o produto para oferecer”, disse.
 
Sintomas
A infecção pelo zika, na maioria das vezes, não apresenta qualquer sintoma e, por isso, dificulta o diagnóstico. Porém, quando eles aparecem, são parecidos com os apresentados na dengue e chikungunya, variando apenas na intensidade. No caso do zika, as manchas vermelhas pelo corpo intensas e conjuntivite são os diferenciais. Para as grávidas, o vírus pode passar pela placenta e chegar ao bebê, podendo causar a microcefalia.
 
Segundo José Conrado Netto, zika vírus deve chegar a Franca até o Carnaval. Netto afirmou que as ações de combate ao mosquito transmissor continuam na cidade e eliminar os criadouros deve ser uma meta para toda a população. “As pessoas devem, agora mais que nunca, se conscientizarem quanto a gravidade da situação e cooperar eliminando os focos. Lembramos que as pessoas que passarem o repelente não podem se sentir 100% protegidas e esquecer de eliminar os criadouros, porque assim estarão prevenindo as três doenças: dengue, zika e chikungunya”, disse José Conrado.
 
Até sexta-feira, Ribeirão Preto estava com oito casos suspeitos de contaminação pelo zika, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura da cidade.

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