Joaquim Levy cai como ministro da Fazenda; Nelson Barbosa assume


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O ministro do Planejamento Nelson Barbosa vai assumir o Ministério da Fazenda, no lugar de Joaquim Levy. A decisão foi tomada nesta tarde. Joaquim já não deixa esconder que havia tomado a decisão após duras críticas sobre seu trabalho a frente do Ministério. O anúncio oficial deve acontecer ainda hoje. 

Segundo o jornal O Globo, Nelson Barbosa estava no Rio de Janeiro e foi chamado para voltar a Brasília pela presidente Dilma Rousseff. 

'Eu e minha equipe fizemos o que dependia de nós', diz Levy

O ministro Joaquim Levy (Fazenda) divulgou nota na tarde desta sexta-feira (18) na qual afirma que ele e sua equipe fizeram o que foi proposto em janeiro, quando assumir o cargo, pelo menos naquilo que dependia deles.No documento apresentado como balanço de fim de ano, em clima de despedida do governo, o ministro afirmou que chegou ao fim de 2015 preocupado com a situação do país, particularmente com a da economia. E que os reflexos negativos dessa crise na atividade econômica e na geração de empregos poderão se estender por 2016.

Ao falar sobre seu legado, disse que "o tempo saberá mostrar os resultados que se colherão de tudo que foi feito até agora" e responsabilizou a turbulência política pela maior parte da crise."Seria uma injustiça comigo, com minha equipe e com a presidente Dilma Rousseff achar que o país enfrenta uma recessão pelo fato de termos proposto e, em alguma medida, já implementado um ajuste fiscal. Um ajuste pelo qual ela tem se empenhado", afirmou o ministro.

"Boa parte da queda do PIB decorre de processos políticos, que tiveram importante impacto na economia, criando incerteza e multiplicidade de cenários que levaram à retração da atividade de empresas e indivíduos."

Disse ainda que ninguém quer o impeachment como primeira opção, "especialmente se o governo mostrar como serão as políticas econômicas nos próximos três anos."

Levy afirmou que, ao contrário do que é muitas vezes sugerido, a agenda do ministério sempre foi muito além do ajuste fiscal, que não será suficiente para superar a crise atual, e que são necessárias reformas como a da Previdência Social. E defendeu que o governo deve seguir esse caminho e não o de relaxamento de restrições orçamentárias para tentar socorrer alguns setores econômicos.

Por fim, repetiu a frase dita pela manhã em café com jornalistas de que "o país não pode ficar parado, porque, hoje, ficar parado é andar para trás."

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