Eleição dos sapateiros será no mês de fevereiro


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Eleição realizada no ano passado foi anulada após a comprovação de diversas irregularidades
Eleição realizada no ano passado foi anulada após a comprovação de diversas irregularidades
Seis meses após a anulação da eleição do Sindicato dos Sapateiros, realizada no mês de novembro do ano passado, a juíza do Trabalho Ana Maria Garcia definiu para os dias 2, 3 e 4 de fevereiro de 2016, a nova disputa. Inicialmente a nova eleição seria realizada em setembro, mas após pedido da atual diretoria, encabeçada por Agnaldo Madaleno, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas decidiu suspender as eleições até o julgamento da ação. Em novembro, então, o Tribunal negou o recurso. A audiência que determinou a data ocorreu na tarde da última quarta-feira, na 1ª Vara do Trabalho de Franca. 
 
Para a eleição será montada uma comissão eleitoral composta por um membro de cada chapa e dois servidores do Poder Judiciário indicados pela Justiça do Trabalho. Nos próximos dias, deve ser definido pela Justiça quem poderá votar no novo pleito, já que existem divergências entre as duas chapas.
 
Assim como no ano passado, dez urnas serão disponibilizadas. Destas, nove percorrerão fábricas da cidade e uma será fixa na sede do Sindicato. Os eleitores poderão votar, durante os três dias, das 7 às 17 horas. No terceiro dia de votação será realizada a “repescagem”, quando fábricas que já receberam as urnas serão revisitadas para garantir o direito de voto a todos os trabalhadores aptos a votar. 
 
Os votos serão realizados em cédulas de papel e a apuração deverá ser coordenada pela comissão de eleição, após o encerramento da votação no terceiro dia.
 
Anulação
A anulação foi pedida pela chapa encabeçada por Sebastião Ronaldo de Oliveira, que acabou derrotado na disputa. Com a confirmação de diversas irregularidades, como voto de cabresto até a adulteração de cédulas, a juíza comprovou que, durante o pleito, os trabalhadores tiveram o direito de voto secreto e livre violado. Além disso, cédulas de votação foram adulteradas e seguranças intimidavam os eleitores. Mesmo com a anulação, Agnaldo Madaleno prossegue na diretoria até a eleição, mas seus poderes foram limitados. 
 
O processo anulado aconteceu nos dias 25 e 26 de novembro do ano passado. Após a morte do então presidente Fábio Cândido, que concorria a reeleição, apenas as chapas 2 e 3 disputaram. No total, foram 1.741 votos. Agnaldo recebeu 1.289 contra 428. Houve ainda 14 votos nulos e 14 em branco. O Sindicato dos Sapateiros representa a maior categoria da cidade, aproximadamente 30 mil trabalhadores e, em 2014, tinha um orçamento anual estimado em R$ 1,5 milhão.
 
 

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