A organização Survival International, que defende os povos indígenas, deu ao deputado estadual maranhense Fernando Furtado, do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), o título de "Racista do Ano de 2015".
A escolha aconteceu baseada em uma declaração de Furtado, em julho, na qual o deputado chamou os índios de "tudo um bando de viadinho" e "baitola". Furtado ainda afirmou que “índio diz que não sabe plantar arroz. Então morre de fome, desgraça, é a melhor coisa que tem. Porque não sabem nem trabalhar”. Após os comentários, o PCdoB se pronunciou, repudiando a declaração de Furtado, definida como "infeliz" e que ofendeu tanto aos índios quanto ao partido, que esteve "sempre à frente das lutas pela garantia da igualdade e dos Direitos Humanos". Na ocasião, o deputado se defendeu, alegando que as palavras não exprimem seu pensamento e que foram ditas "no calor do momento".
Em 2014, o título de "Racista do Ano" também foi dado a um brasileiro. Luis Carlos Heinze, do Partido Progressista (PP), declarou que “o governo…está aninhado com quilombolas, índios, gays e lésbicas, tudo o que não presta”, relembrou o G1. Stephen Corry, diretor da Survival International lamentou que novamente o título seja dado a "algumas das pessoas mais poderosas na sociedade brasileira".
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