Uma pesquisa encomendada pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), produzida pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais), do Uni-Facef, revelou que 57,86% dos consumidores pretendem presentear neste Natal e que 67% desses deverão efetuar seus pagamentos à vista. O estudo também revelou que número de intenção de consumo está abaixo dos 83,3% verificado ano anterior, mas que, em contrapartida, a média do número de presentes aumentou este ano.
“A surpresa foi que, no ano passado, as pessoas pretendiam presentear até três pessoas e, neste ano, mais que cinco (média 5,5). Ou seja, menos pessoas comprarão, mas comprarão mais”, disse o presidente da Acif, Dorival Mourão Filho.
Quanto à queda no número de pessoas dispostas a presentear, Mourão credita parte do resultado a fatores técnicos. “Acredito que isso (queda na intenção de consumo) se deve ao fato do período de realização da pesquisa. No ano passado, ela foi feita na primeira semana de dezembro, quando o espírito do Natal já estava mais instalado e, possivelmente, o 13º salário já havia sido pago. Neste ano, a pesquisa foi feita na última semana de novembro, ou seja, em final de mês: quando o espírito do consumidor não costuma estar tão otimista.”
Além da intenção de compra, a pesquisa revelou o perfil do consumidor disposto a presentear (veja quadro na página), o ranking dos itens mais procurados, a margem de valor a ser investido e quem deve ser presenteado - entre outras questões. Conforme os dados divulgados, roupas, brinquedos, calçados e livros serão, respectivamente, os presentes mais comuns neste Natal. Já o valor médio a ser investido será de R$ 98, embora 24,68% dos consumidores estejam dispostos a gastar até R$ 50 e 20% deles até R$ 100. No topo da lista dos presenteados estão os cônjuges/companheiros/namorados seguidos pelos filhos/netos, pais e, em quarto lugar, sobrinhos/afilhados.
A pesquisa foi realizada entre 23 e 28 de novembro no Centro da cidade e no Franca Shopping, 420 pessoas com mais de 16 anos foram ouvidas.
O 13º salário
Outro dado apresentado pelo estudo é que 34,3% dos consumidores pretendem utilizar o 13º salário, em parte ou totalmente, para a compra dos presentes. Em média, 42% da renda extra será empregada para este fim. É válido ressaltar que, deste grupo de consumidores, 12,20% disse estar disposto a usar até 100% do recurso.
“Se considerarmos a conjuntura que estamos vivendo, com a falta de perspectiva para o ano que vem, ‘queimar’ toda essa economia é irresponsabilidade”, afirmou o economista Hélio Braga. “Mesmo porque, no começo de ano, despesas extras como o IPTU, IPVA e material escolar se somam às corriqueiras, que já estão mais caras.” Ainda de acordo com Hélio, especialistas apontam que utilizar até 30% do recurso em consumo é ainda aceitável. “Claro, se a pessoa não estiver em situação de dívida ou tiver recursos extras para receber a curto prazo.”
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