Tacada de gênio. #sqn


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A saída de Valéria Marson do PSDB para se filiar ao PMB foi um péssimo negócio, tanto para ela, quanto para os tucanos. Ruim para o partido, que perde a sua campeã de votos nas últimas eleições. Ruim para ela, que colocou em risco uma reeleição que parecia tranquila. 
 
Valéria recebeu 5.604 votos. Além dela, o PSDB já perdeu Marcelo Valim (2.502 votos), que foi para PSD. Por outro lado, Jépy Pereira (2.637 votos) não disputará a reeleição. Os três somaram 10,7 mil votos, número suficiente para garantir pelo menos uma vaga na Câmara. Não é pouca coisa. Os tucanos ganharam o radialista Tony Hill. Por mais popular que seja, não conseguirá compensar a significativa perda. 
 
Valéria Marson fez uma aposta arriscadíssima. A saída do PSDB era esperada. Surpresa foi o caminho escolhido. Com as portas abertas no PSD, PSB e PTB, onde teria grandes de ganhar, ela preferiu ir para o desconhecido Partido da Mulher Brasileira. 
 
Ela terá a dura missão de convencer candidatos a se filiarem no partido. Com muito pouco - para não dizer nada - a oferecer, é difícil que consiga formar uma chapa forte. Mesmo que tenha um caminhão de votos, correrá o risco de ficar fora da Câmara se o partido não atingir o quociente necessário para fazer uma cadeira, que gira em torno de 11 mil votos. Não é impossível, mas será uma grande surpresa se a aposta de Valéria der certo. 
 
Se o sonho da vereadora for se viabilizar como vice, escolha mais complicada ainda. Em um partido desconhecido e sem nenhum grupo que a apoie, não será fácil encontrar candidato a prefeito que a coloque no tíquete. 
 
Aposentadoria garantida: Antes que reclamem comigo, esclareço que sou apenas o condutor da notícia. O responsável pela pesquisa no portal da transparência dos governos Estadual e Federal foi o editor do Comércio, Luciano Tortaro. Sidnei Rocha ganha R$ 6,1 mil como conselheiro de administração da Sabesp. Gilmar Dominici, subchefe de assuntos federativos da Presidência da República, ganha R$ 8,5 mil. Ubiali, que ocupa os cargos de assessor de diretoria do Instituto de Pesquisa Técnicas e “outros vínculos” na Secretaria de Governo, recebe R$ 17,1 mil. Gilson de Souza, assessor executivo da CDHU, é o que se deu melhor na turma, R$ 18,4 mil. Pronto, contei! 
 
Pacotão de Natal: Hoje é dia de ficar de olho na Câmara. Os vereadores vão fazer sessão extraordinária para votar 32 matérias, algumas bem “mandrakes”, como a que aumenta o salário dos médicos em 61%, a que muda o horário das sessões para a noite e a que repassa verbas às escolas de samba. A proposta de reajuste salarial dos vereadores esfriou (leia mais na Página 3A).
 
Planejamento estratégico: O jornalista Corrêa Neves Júnior, que assumiu a presidência do PSD em Franca, participou de jantar com líderes nacionais da legenda, em São Paulo, na última semana. Participaram do encontro o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. 
 
Ponto para elas: Ao contrário dos vereadores, que não têm muito o que comemorar, as procuradoras da Câmara, Taysa Mara e Maria Fernanda, fecham o ano com saldo positivo. Conseguiram validar no TJ e no STF leis que haviam sido vetadas pelo prefeito, como as que concedem isenção de IPTU a portadores de câncer e a que livra doadores de sangue de pagar inscrição em concursos.
 
O Chile me espera: Tendo em vista compromisso inadiável, assumido anteriormente, inerente à minha profissão, a coluna entrará em recesso e só volta a circular em 2016. Veja pelo lado bom: quando voltar, já estaremos no último ano do governo Alexandre e na despedida de Jépy. Boas festas a todos!
 
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

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