Depois do impeachment


| Tempo de leitura: 2 min
Nascidos com o vigor do protesto contra o aumento das passagens do transporte público, depois contrários à Copa do Mundo e, mais recentemente, pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, movimentos sociais estão nas ruas. O domingo registrou manifestações por todo o país pela destituição da governante. Discute-se agora a baixa adesão, perda de tempo neste momento em que país aguda crise.
 
A expectativa agora é quanto ao rumo do afastamento da presidente, já deflagrado na Câmara dos Deputados. Os parlamentares vivem o estresse de pressões, tanto pela manutenção quanto pelo impedimento. É preciso que honrem os votos que receberam e busquem o que seja melhor para o país e não a partidos ou grupos de interesse econômico ou eleitoreiro. É o que também se espera do STF, chamado a integrar a lide quando Câmara e Senado demonstram fragilidades.
 
Independente do resultado final, a tendência é que resulte um Brasil melhor. Se se safar, Dilma não poderá continuar fazendo o que motivou o processo contra si. Se for afastada, quem entrar terá que buscar alternativas. De outro lado, a tendência também é que ações corruptas como o mensalão e petrolão, cujos protagonistas estão encarcerados ou adereçados com tornozeleiras eletrônicas, não se repetam. 
 
O exemplo da Operação Lava-Jato é positivo. Demonstra que quando há vontade, apura-se malfeitos. Que se torne a tônica deste país acostumado a varrer sujeira para debaixo do tapete. O que preocupa no momento é o colapso na economia durante o processo do impeachment. É preciso dar a segurança ao empresariado, ao investidor e ao mercado de que, independente do resultado, haverá Brasil após o impeachment. 
 
O povo, mesmo tendo eleito o governo e o parlamento, não merece desemprego, inflação alta e até passar até fome enquanto políticos demoram para encontrar a solução da crise. A solução tem de proteger o povo e jogar longe o chamado bote de ave de rapina, de interesse da classe política.
 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários