A presidente Dilma Rousseff (PT), debalde os esforços feitos nos últimos meses para tentar se descolar da crise e dos escândalos envolvendo a corrupção que bate às portas de seu governo, continua mantendo os altos índices de rejeição. A porcentagem da população que considera o governo da presidente ruim ou péssimo oscilou de 69% para 70% de setembro para dezembro, de acordo com pesquisa realizada pelo Ibope sob encomenda da CNI (Confederação Nacional da Indústria). A parcela dos que avaliam a atual gestão como ótima ou boa também oscilou de 10% para 9%. Já os que consideram o governo regular oscilaram de 21% para 20%. E o que é pior: 82% dos entrevistados desaprovam a maneira de governar de Dilma. Diante desta situação, nada que ela faça, em termos de publicidade e propaganda, é capaz de elevar a simpatia do brasileiro, assolado por inflação crescente, desemprego cada vez maior e baixa expectativa de crescimento econômico.
João Santana, o marqueteiro que comandou as duas campanhas vitoriosas do “poste” criado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (segundo suas próprias palavras), não consegue mais fazer nada. Considerado por muitos uma eminência parda do primeiro mandato de Dilma, em várias oportunidades Santana balizou as decisões da presidente com ações de marketing e propaganda que conseguiram mascarar a verdadeira situação do País. Com a crise, nada mais é capaz de melhorar a percepção do brasileiro que não medidas práticas e eficientes no controle das contas públicas e dos índices públicos. Ultimamente, em razão das bobagens as quais Dilma Rousseff tem sido pródiga em proferir em público, percebe-se que o marqueteiro se afastou totalmente, ainda mais quando entrou ele próprio na mira da Justiça por suspeita de ter recebido dinheiro desviado dos cofres públicos em conta secreta no exterior.
Nos últimos cinco anos, o Brasil tornou-se um país governado através dos slogans criados por João Santana. Ainda hoje, a publicidade oficial insiste que somos uma ‘pátria educadora’. Porém, os números mostram que não é nada disso. A educação brasileira continua descendo ladeira abaixo, ao mesmo tempo em que programas caros a Dilma (que, durante um debate na última campanha eleitoral mandou uma profissional com curso superior desempregada a fazer o Pronatec) começam a sofrer restrição, por falta de verba. São os casos do Bolsa Família, do próprio Pronatec e o Fies, programa de financiamento estudantil. A propaganda hoje não funciona mais. Incapaz de gerir um país com imensas possibilidades, agora Dilma se vê embarafustada numa sinuca de bico, sem qualquer condição de reverter a situação e preocupada ainda em evitar o impeachment.
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