Ex-gerente do BB é preso pela 2ª vez


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Rafael Spirlandelli voltou nessa terça-feira para a cadeia
Rafael Spirlandelli voltou nessa terça-feira para a cadeia
O ex-gerente do Banco do Brasil, Rafael Spirlandelli, voltou nessa terça-feira para a cadeia. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal de chefiar uma quadrilha para desviar dinheiro por meio da liberação de contratos de financiamentos rurais fraudados. O prejuízo para o Banco do Brasil pode chegar a R$ 35 milhões.
 
Spirlandelli havia sido preso pela Polícia Federal em sua casa em Franca, no último dia 1º de dezembro, apontado como o chefe da quadrilha. Como gerente, era ele quem autorizava a liberação dos financiamentos rurais com base em documentos falsificados. Spirlandelli ficou preso por cerca de 10 dias e ganhou a liberdade no final da semana passada. Mas não demorou para voltar a ser preso.
 
Segundo o delegado federal Flávio Vieitez Reis, as investigações da polícia mostraram que, depois de ser libertado, Rafael ainda tentou esconder parte de seu patrimônio que teria sido obtido com o dinheiro das fraudes. “Verificamos que houve tentativas de transferir parte do patrimônio obtido de forma ilegal para terceiros, como, por exemplo, a transferência de veículos ou mesmo propriedades”, disse o delegado. Além disso, havia também indícios de que os acusados pudessem atrapalhar as investigações.
 
O outro gerente do Banco do Brasil, Alexandre Rosato, acusado de envolvimento na fraude, também foi preso novamente. “Pedimos à Justiça que acatasse nosso pedido de prisão preventiva, para que os envolvidos não fujam nem atrapalhe os investigadores. A ideia é impedir que eles se desfaçam dos bens, sumam com provas ou tentem fugir”, disse o delegado. 
 
A nova ordem de prisão foi cumprida na manhã dessa terça-feira. Os acusados estavam em suas casas em Franca e Guará. “A prisão preventiva não tem prazo. Eles ficarão presos até que as investigações sejam concluídas.”
 
A fraude
Segundo a Polícia Federal, a fraude que seria comandada por Rafael Spirlandelli com a ajuda de Alexandre Rosato se baseava na liberação de financiamentos rurais fraudulentos. Para isso, os dois ainda teriam o apoio de Diego Junqueira Pereira e Thaylisson Ribeiro Pereira, que seriam os responsáveis por aliciar pessoas simples e sem instrução em nome das quais eram liberados os empréstimos, conhecidos como “laranjas”.
 
O engenheiro ambiental Guilherme Badran Abdala também seria parte da quadrilha e ficaria responsável por emitir os laudos com informações falsas, que serviam de base para justificar os financiamentos. 
 
Segundo o delegado Flávio Reis, a quadrilha teria convencido 30 pessoas a participar. Em troca dos nomes, elas receberiam cerca de R$ 5 mil. Os empréstimos eram todos liberados na agência do Banco do Brasil em Guará, onde Rafael e Alexandre trabalhavam. A fraude só foi descoberta por conta de uma denúncia anônima.

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