País vive uma semana decisiva


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Esta semana deverá ser decisiva para os interesses do Brasil. Amanhã, o STF (Supremo Tribunal Federal) pode disparar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), suspenso na semana passada pela liminar concedida pelo ministro Teori Zavascki, atendendo ao pedido do PC do B, que discorda do rito adotado pelo presidente do legislativo, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O partido, assim como os demais aliados da presidente, não digeriu bem a derrota sofrida na votação dos membros da comissão que irá analisar o processo e resolveu judicializar a questão. A partir da decisão do Supremo, será possível o andamento (ou não) do processo. Caso o tribunal resolva decidir a favor dos apoiadores da presidente, tudo poderá voltar à estaca zero. Do contrário, a comissão (que tem maioria de defensores do impedimento) já deverá começar o trabalho. Pelo menos haverá uma resposta não só aos deputados, mas também aos brasileiros que foram às ruas no domingo.
 
Pelo menos, com a manifestação do STF, o Brasil poderá voltar a andar. Como já dissemos aqui, 2015 foi um ano perdido, Todas as medidas tomadas pelo Planalto não foram suficientes para que o País retomasse o crescimento econômico. As perspectivas para o fechamento deste ano são as piores possíveis: a retração do PIB (Produto Interno Bruto) chega perigosamente perto dos 4%, a inflação estoura os 10% e os prognósticos para o ano que vem ainda não são mais auspiciosos, embora os índices possam melhorar um pouco. Espera-se que em 2016 a atividade econômica caia menos, em torno de 2,6% e a inflação recue até 6,5%. Como se pode ver, nada animador, mesmo que a CPMF (o famigerado imposto do cheque) seja recriada.
 
Dilma Rousseff e seus auxiliares precisam, antes de tudo, pensar em nossa Nação. Até agora, não houve qualquer demonstração de que o governo pretende atuar de forma intransigente para cortar os seus próprios gastos em vez de delegar ao brasileiro a tarefa de cobrir o rombo que vem sendo ampliado nos últimos anos. A tarefa também cabe aos que foram eleitos nossos representantes, principalmente no Congresso Nacional, cortando os seus benefícios (que não contemplam o trabalhador comum) em vez de sangrar os programas sociais que podem perder uma grande parcela das verbas que lhe seriam destinadas. Ainda mais quando se sabe que há vários deles seriamente implicados nos vários escândalos de corrupção investigados pela Polícia Federal. O Brasil precisa voltar a andar, urgentemente. Da forma como está, há o sério perigo da crise se aprofundar ainda mais e não encontrarmos uma saída que nos permita voltar a navegar nas águas tranquilas da estabilização econômica que perdemos na última década.
 
 
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