Médicos se demitem e Ambulatório de Saúde Mental pode fechar


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Movimentação em frente ao Ambulatório, que funciona ao lado do Pronto-socorro Infantil
Movimentação em frente ao Ambulatório, que funciona ao lado do Pronto-socorro Infantil
O Ambulatório Municipal de Saúde Mental, que há mais de dez anos atende pacientes adultos com problemas psiquiátricos, corre o risco de ser desativado a partir do dia 23. Os sete médicos psiquiatras que trabalham no local pediram demissão, no final do mês passado, e só devem agendar consultas até o dia 23. Depois desta data, o futuro do ambulatório ainda é incerto. 
 
Os sete médicos pediram demissão no mesmo dia. O Comércio procurou três deles para comentarem o caso, mas não quiseram se pronunciar sobre o assunto. Nos corredores do ambulatório, os comentários são de que os profissionais estavam insatisfeitos com a forma com que vinham sendo tratados pela administração Alexandre Ferreira (PSDB). Recentemente, eles tiveram suas horas extras cortadas e estavam obrigados a cumprir toda carga horária.
 
O Comércio esteve na tarde de ontem no ambulatório. Os servidores disseram que ainda não sabem como ficará o atendimento sem os médicos. “Não estamos agendando novas consultas. Ainda não informaram nada sobre o que vai acontecer, mas acreditamos que o ambulatório será fechado e os pacientes transferidos”, disse uma das servidoras que não quis se identificar.
 
O ambulatório foi inaugurado há mais de dez anos, ainda na gestão do ex-prefeito Gilmar Dominici (PT). A ideia era centralizar os atendimentos psiquiátricos mais graves e oferecer o apoio multidisciplinar com psicólogos e terapeutas ocupacionais. Segundo os servidores, atualmente, o ambulatório estava atendendo cerca de mil pacientes por mês.
 
Resposta
A secretária municipal de Saúde Rosane Moscardini disse que as demissões ocorreram porque os médicos estavam com dificuldades para cumprir a carga horária e se adequar ao acordo firmado entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Publico, que prevê o fim das horas extras irregulares. “Os médicos psiquiatras fizeram opção pessoal de se desligar da Prefeitura”, escreveu Rosane Moscardini.
 
A secretária negou que o Ambulatório seja fechado. “No momento, o município está se organizando para sanar o problema através de concurso público e processo seletivo.”
 
Sobre o atendimento especializado aos pacientes do ambulatório, a secretária disse que ele será mantido. “Atualmente, a rede de saúde mental de Franca conta com psiquiatras lotados no Ambulatório de Saúde Mental Adulto, no Naia (Núcleo de Atendimento a Infância e Adolescência) e no Caps (Centro de Apoio Psicossocial). O atendimento é realizado através de uma equipe multiprofissional, que continuará prestando assistência nos respectivos equipamentos de saúde.”
 
 

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