Lar São Camilo de Lellis muda atendimento e passará a ser Centro-Dia


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Fachada do São Camilo de Lellis, no Jardim São Luiz, que atenderá apenas como Centro Dia
Fachada do São Camilo de Lellis, no Jardim São Luiz, que atenderá apenas como Centro Dia
Uma mudança no modelo de atendimento do Lar São Camilo de Lellis tem preocupado os familiares dos internos. Até o momento, os atendidos permanecem no local de segunda a sexta-feira e passam os finais de semana na casa de suas famílias. Mas, para o ano que vem, está previsto que o lar passe a funcionar apenas como Centro-Dia, assim os internos não dormirão mais no local.
 
O lar atende 41 pessoas e perto metade seria afetada pela alteração.“A Secretaria Municipal de Ação Social alega que o serviço que oferecemos não está tipificado nas leis”, disse a coordenadora administrativa do lar, Elenir Malta.
 
A coordenadora explica que a renda da entidade provém do município e de promoções e contribuições das famílias. “Entendemos o lado das famílias, pois os atendidos já estabeleceram um vínculo e se adaptaram. Para nós era melhor ficar como está”, afirmou a coordenadora.
 
A entidade atende 15 internos como Centro Dia, desde 2013. Segundo ela também foi proposto transformar o lar em um modelo de estadia 24 horas, mas por trabalharem com a política de vínculo familiar eles não têm interesse nesse formato.
 
A comerciante Sandra Pimenta, 41, tem a mãe de 70 anos, atendida pelo São Camilo há dois anos e não quer a mudança. “Ela tem Alzheimer. Eu tomava conta dela, mas eu estava desgastada e entrando numa crise depressiva. Com a ajuda do São Camilo, resgatei minha vida e meu trabalho”, disse a comerciante. Ela não tem como cuidar da mãe em casa, mas também não quer que ela vá para um asilo. Ela e outros familiares estão organizando um abaixo-assinado que tem uma versão online no www .change.org. Para participar, é preciso acessar o site e procurar por “Ajude as famílias e usuários da Casa São Camillo de Lellis”. A ideia é entregá-lo para a Ação Social.
 
A dona de casa Maura Murari, 57, também tem um parente no lar. “Meu cunhado é cadeirante e está lá há 23 anos”, disse. Ela também não tem como abrigá-lo, pela estrutura de sua residência e pelos cuidados que ele necessita na alimentação e na higiene.
 
Prefeitura
A Prefeitura, por meio da assessoria de imprensa, informou que havia a necessidade do São Camilo reorganizar-se para que o atendimento fosse 24 horas. E que o lar declarou que prestaria serviços de Centro Dia e domiciliar, como já realiza e que “não haverá prejuízo para os usuários”.

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