Emoção e indignação marcam velório de casal envolvido em tragédia


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Carro alvejado por bala, durante briga entre o casal Noêmia Marta Bordignon Jacintho, 36, e Daniel Ribeiro Jacintho, 44, em boate na rodovia João Traficante
Carro alvejado por bala, durante briga entre o casal Noêmia Marta Bordignon Jacintho, 36, e Daniel Ribeiro Jacintho, 44, em boate na rodovia João Traficante

Atualizada às 15h55

 

Desde às onze horas deste domingo, o corpo do fazendeiro Daniel Ribeiro Jacintho, de 44 anos, está sendo velado no São Vicente. Aos poucos, o corredor que dá acesso ao velório foi se enchendo e havia pouco espaço para ter acesso à sala. Dezenas de pessoas, entre amigos, conhecidos e parentes, quiseram se despedir do fazendeiro e confortar seus familiares. (Leia mais aqui). 

Entre as frases mais proferidas por quem lá esteve eram "não entendo como ele pôde fazer isso com ela e depois se matar”; “que tragédia” e “só Deus para confortar as famílias agora”.

Lágrimas, suspiros e questionamentos fizeram parte do velório, que se estenderá até amanhã, quando o corpo de Daniel será sepultado no Cemitério da Saudade. Ele deixa três filhos, de 20, 13 e 3 anos, frutos de seu primeiro casamento. 

Meia hora após o início do velório do fazendeiro, o corpo de Noêmia Marta Bordignon Jacintho, 36, chegou. No outro corredor, em uma sala mais isolada, o velório começou e uma multidão foi se formando. Um casal de amigos das famílias, que conhecia a professora desde criança, tentava encontrar explicações enquanto caminhava até a sala onde Noêmia era velada. “O Daniel era um cara alegre, extrovertido e apaixonado. Estávamos em um torneio de basquete, bebemos um pouco e depois ele foi para aquele lugar. Não compreendemos. Os dois pareciam viver felizes”, disse ele. “Não dá para entender o que se passou ali para que uma fatalidade assim acontecesse. Ela era um doce de pessoa”, disse ela.

Segundo informações de familiares, Noêmia será enterrada às 16 horas deste domingo, no Parque Jardim das Oliveiras.

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