Golpes de pilantragem


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A então candidata à reeleição, Dilma Rousseff, inventou realidade virtual e conseguiu ganhar por 3 pontos percentuais de diferença! Dia seguinte, ‘dilmalândia’ se desfez. Para lidar com a crise, passou a recorrer à desqualificação de pessoas: a solução petista tacha de ‘golpista’ quem aponta crimes eleitorais, e taxa brasileiros pobres para resolver a crise econômica! Então, o processo de ‘impeachment’ não é golpe de Estado, e não é do deputado Eduardo Cunha. É da sociedade, liderado por juristas respeitáveis, Hélio Bicudo, que foi petista e imprimia enorme senso de ética ao partido; e Miguel Reale Júnior. 
 
Ambos querem a verdade: ‘existe a tese de que nada haveria contra a presidente. No entanto, escândalos passam próximos a ela, não sendo possível falar em mera coincidência, ou falta de sorte. Ela faz parte do plano de poder. E os poderes constituídos precisam agir’. 
 
O pedido deles ‘reforça o entendimento de que a presidente agiu com dolo o fato de ela sempre se mostrar muito consciente de todas as questões afetas ao setor de energia, bem como aquelas relacionadas à área econômica e financeira. Ademais, além de ser economista por formação, ocupou cargos umbilicalmente ligados ao setor de energia, não sendo possível negar sua personalidade centralizadora.’ 
 
Defendem que a conduta omissa da denunciada, relativa a desmandos na Petrobrás, está comprovada ‘contra a probidade na administração; não tornar efetiva a responsabilidade dos subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição; proceder de modo incompatível com dignidade, honra e decoro do cargo.’
 
Como também evidencia o pedido, sérias lesões ao orçamento foram perpetradas, seja pela edição de decretos não numerados abrindo crédito suplementar sem autorização do Congresso; seja pela prática de pedaladas, inequívoca maquiagem de contas públicas. Sugiro ao brasileiro honesto que leia o pedido de Bicudo e Reale Jr. para que não reste dúvida sobre quem está querendo dar golpe no Estado brasileiro. 
 
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

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