Solidariedade e benemerência


| Tempo de leitura: 2 min
Embora muitos ainda busquem ignorar, vivemos num país que apresenta profundas diferenças sociais. Até nos centros mais desenvolvidos a miséria continua a participar do cotidiano de famílias, principalmente neste momento de crise, quando trabalhadores perdem emprego e não encontram saída. A proximidade do Natal faz aflorar este sentimento de solidariedade e de benemerência, dentro dos ensinamentos daquele cuja data lembra o nascimento. Não é preciso ser cristão para que nos toquemos com situações como a narrada pelo Comércio em sua edição deste sábado, onde um adolescente de 15 anos espalhou cartas ao Papai Noel nas ruas da cidade. O garoto mora com a avó, a mãe e dois irmãos (um menino de três e uma menina de seis anos) no Jardim Brasilândia e seu relato serve de alerta para o que está se repetindo em todos os municípios do Brasil: dificuldades financeiras atingem famílias em cheio.
 
Ele não pede muito: quer roupas e alimentos para a família e um perfume para sua mãe, que trabalha dia e noite para suprir as necessidades da família. Somada a minguada aposentadoria da avó, não é o suficiente: com aluguel para pagar, comida para comprar e medicamentos caros para adquirir, não sobra nada. Por isso, o garoto resolveu apelar para a solidariedade alheia. Carlos quer roupas e espera que junto venham alimentos capazes de tornar o Natal da família mais feliz. Ele já foi procurado por algumas pessoas que se sensibilizaram com sua carta. O francano, como de resto o brasileiro, é solidário e não vai deixar que esta família passe por mais dificuldades nesta época do ano. Mas é preciso deixar claro que o auxílio pode chegar a muitas outras famílias em situação parecida.
 
Várias outras cartinhas a Papai Noel estão à disposição daqueles que se disponham a mudar o Natal de famílias carentes de Franca: além dos Correios, que há anos já disponibilizam aos interessados este tipo de mensagem, a Acif (Associação Comercial e Industrial de Franca) e o grupo Andarilhos da Luz também têm cartas semelhantes. Neste momento de crise, onde se vê que fortunas são desviadas dos cofres públicos e a corrupção sonega até medicamentos básicos aos mais necessitados, quem tem condições deve auxiliar aqueles que mais precisam. O importante é que a ajuda não fique restrita apenas à época. Deve se estender para todos os dias do ano, já que as carências não serão sanadas só na data dedicada ao nascimento de Jesus Cristo. Como diz um conhecido provérbio judaico, “quem salva uma vida salva a humanidade”. Doações ajudam a salvar vidas, matando a fome e vestindo convenientemente quem não tem condições de fazê-lo por meios próprios. É hora de começarmos, lembrando que a tarefa nunca estará terminada. Faz bem para os olhos, para o coração e para a alma.
 
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários