População de Itirapuã sofre com a falta de medicamentos na rede pública


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Recipientes onde são armazenados os medicamentos; todos os que estão com a tampa azul para baixo estão com remédios em falta
Recipientes onde são armazenados os medicamentos; todos os que estão com a tampa azul para baixo estão com remédios em falta
Antitérmicos, analgésicos, antibióticos, anti-inflamatórios e medicamentos para tratar infecções estão em falta nos estoques da Farmácia Municipal de Itirapuã. O problema dura meses e gera transtornos para a população. Cerca de 20 tipos de remédios não são encontrados nos postos de saúde da cidade e, segundo a Prefeitura, não há previsão para a situação ser regularizada.
 
O prefeito Rui Gonçalves (PP) afirma que os problemas econômicos de Itirapuã, enfrentados desde 2013, se intensificaram neste ano e chegaram ao setor de Saúde. Com isso, a população enfrenta a falta de remédios como benzetacil, fluconazol, diclofenaco, nimesulida, cetoconazol, ácido fólico, além de psicotrópicos.
 
De acordo com o prefeito, o problema é causado principalmente pela arrecadação, que estaria insuficiente para manter todas as prestações de serviços em dia. “A nossa arrecadação não caiu, mas também não aumentou. Continuamos recebendo o mesmo, porém as despesas cresceram demais. Antes, por exemplo, gastávamos com iluminação pública R$ 14 mil por mês, hoje esse valor chega a R$ 26 mil. Está complicado para conseguir manter tudo com esses problemas”, disse.
 
Apesar de confirmar a falta de medicamentos, a secretária de Saúde, Maria Helena Moura Faria, afirma que o serviço continua sendo “prestado da melhor forma possível e que os remédios mais solicitados continuam sendo encontrados no estoque”.
 
Ela afirma ainda que a falta de remédios é intensificada pela crise vivida no país, que provoca atraso no envio de repasses para os municípios. “Enfrentamos uma grave crise econômica. Não é somente o município de Itirapuã que sofre com esse problema, que ainda é agravado com a demora no envio de alguns repasses. Conseguimos atender a população com o que temos, mas realmente faltam alguns remédios”, disse.
 
Santa Casa
A Prefeitura de Itirapuã mantém um convênio com a Santa Casa de Patrocínio Paulista para a realização de diversos procedimentos, incluindo atendimento com especialistas e de urgência e emergência. Para isso, é realizado o repasse mensal para o hospital. Com a crise, esse valor também deixou de ser repassado por algum tempo e, para impedir que os atendimentos fossem interrompidos, um acordo foi feito. Com o acordo firmado, além dos repasses mensais, a Prefeitura pagará três parcelas de R$ 70 mil até fevereiro de 2016, segundo o prefeito Rui Gonçalves.
 
“Estamos buscando de todas as formas resolver esses problemas, mas hoje a folha de pagamento da cidade está no limite e consome boa parte do que arrecadamos. Realizamos o remanejamento de funcionários, cortamos a realização de horas extras, sendo realizadas apenas quando realmente indispensável”, disse ele.

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