Desabamento destrói muro e edícula no Parque S. Adélia


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A confeiteira Renata Ricarte, 32, mostra o muro de sua casa que desabou em decorrência de água acumulada da chuva
A confeiteira Renata Ricarte, 32, mostra o muro de sua casa que desabou em decorrência de água acumulada da chuva
O muro e a edícula da casa do bancário Juliano Pimenta Guizzardi ficaram destruídos depois que parte dos fundos de um terreno na rua de cima desabou na semana passada. Segundo o bancário, as causas ainda estão sendo apuradas, mas há a desconfiança de que o desabamento tenha relação direta com a falta de boca-de-lobo no local. 
 
Guizzardi conta que, no final da tarde de terça-feira passada, 1º, sua mulher ouviu um forte barulho nos fundos de sua residência na rua Afonso Infante Vieira Filho, no Parque Santa Adélia. “Quando ela saiu, viu que o muro do terreno de trás tinha desabado e, com ele, uma enxurrada de lama e dejetos de construção. Todo o material caiu sobre a edícula onde ficava nossa lavanderia, destruindo tudo.”
 
Assustados com a possibilidade de que novos desabamentos pudessem vir a ocorrer, eles acionaram a polícia. “Registramos um boletim de ocorrência. Chamaram o pessoal dos bombeiros e da Prefeitura. Pelo que pude entender, parece que o problema foi a falta de bocas-de-lobo na rua, o que fez com que a água da chuva formasse uma lagoa sobre o terreno e provocasse o desabamento.”
 
Fiscais de obras da Prefeitura também estiveram vistoriando o local e notificaram o proprietário do terreno para construir um novo muro de arrimo. “Eles também me notificaram para que tomasse providências. Mas quero primeiro saber o que houve, porque não adianta reconstruir. Se a água continuar sendo represada, vai cair de novo”, disse Guizzardi.
 
O bancário disse que o Corpo de Bombeiros deve emitir um laudo a respeito e que engenheiros da Prefeitura também devem apontar as causas. “Se houver alguma relação com a falta de bocas-de-lobo, como já disseram informalmente, vou acionar a Prefeitura judicialmente para cobrar indenização. Como ela permite a instalação de imóveis em uma rua sem boca-de-lobo?”, questiona. 
 
Os laudos não têm data para sair. Segundo o bancário, ninguém se feriu. 
 
A Assessoria de Comunicação da Prefeitura foi acionada para comentar o assunto, mas até o fechamento desta edição não havia respondido ao e-mail encaminhado. 
 
 

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