O comerciante acusado de matar a ex-namorada em setembro, Breno Helton Costa Rezende, de 32 anos, pode retornar a Franca em breve. Isso porque o procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Luís Daniel Pereira Cintra, emitiu um parecer favorável à prisão domiciliar do suspeito. Atualmente, Breno se encontra no CHSP (Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário), no bairro Carandiru, em São Paulo. Agora, a decisão cabe ao desembargador Grassi Neto, que já está analisando o caso.
No documento, protocolado ao processo na última quinta-feira, Cintra acatou o pedido da advogada de defesa, Linda Luiza Johnlei Wu, de que Breno cumpra a pena em sua casa. Assim, poderá ser melhor assistido devido aos cuidados que precisa após dar um tiro na própria boca. Ele destacou que o acusado foi visitado pelo promotor Odilon Nery Comodaro quando ainda estava no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca e que ele atestou a gravidade de seu estado. Isso, para Cintra, reforça que ele deve ser mantido preso em sua residência. “Acho que o acolhimento é a solução mais conveniente”, escreveu o procurador.
Em outra parte do documento, o representante do Ministério Público se manifestou contrário à possibilidade de que liberdade provisória seja concedida ao comerciante. Ele acredita que, caso Breno fique livre, a população ficará desacreditada a respeito das decisões proferidas pela Justiça. “O crime causou extrema comoção social na cidade, de tal sorte que o mais adequado, era que a resposta fosse pronta e enérgica, inclusive para a preservação da Justiça”, ressaltou.
O crime
No dia 8 de setembro, Breno Helton Costa Rezende foi até o estacionamento onde a bancária Rosane Bertelli de Souza, 24, parava seu carro, na rua Júlio Cardoso, no Centro, e a matou com um tiro na cabeça. Em seguida, o comerciante dirigiu até a rua Campos Salles e tentou suicídio.
Ele ficou 35 dias internado no Hospital Regional e, preso em flagrante pelo homicídio, foi levado para o CDP, onde permaneceu por um mês. Depois, Breno foi transferido para o CHSP. Lá, o acusado aguarda para fazer um exame de sanidade mental que atestará se está consciente e se sofria de alguma doença mental na época do assassinato.
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