A vida escorre
pelas cidades e pelos campos,
apressada como só ela,
assustadoramente passageira.
Já distribui o choro às crianças.
Já recolhe o expirar dos velhos.
Não é minha, nem de meus filhos.
Tampouco de meus netos ou bisnetos.
A vida é de todos e não é de ninguém.
Nós é que a ela pertencemos
por uma migalha de tempo
um milésimo da hora eterna.
Ela simplesmente está aí,
quer a aproveitemos,
quer a desperdicemos.
A vida nos é indiferente.
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