Incêndio em ônibus da São José causa medo em motoristas e passageiros


| Tempo de leitura: 2 min
Ônibus ficou destruído após ser incinerado em ato criminoso, no bairro Jardim Aeroporto II, na noite da última quarta-feira
Ônibus ficou destruído após ser incinerado em ato criminoso, no bairro Jardim Aeroporto II, na noite da última quarta-feira
Mais um caso de ônibus em chamas amedronta passageiro, motoristas e cobradores do transporte coletivo da empresa São José. No período de um ano e oito meses, pelo menos quatro ataques incendiários aconteceram em Franca, em bairros como Jardim Palma, Brasilândia e Aeroporto.
 
O último caso ocorreu nessa quarta-feira no Aeroporto II, quando um assaltante, após pegar R$ 180, incendiou o ônibus. O ato pode ter sido uma represália à morte de um bandido no bairro, na última segunda-feira, segundo a polícia. Agora, o caso será investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
 
De forma anônima, funcionários da São José conversaram com a reportagem sobre como esses ataques provocam uma onda de insegurança. “Sempre quando tem um ataque, fica um pouco de medo, porque a gente precisa parar para todo cidadão e não dá para saber quem pode ser bandido”, disse um motorista de 28 anos.
 
Outros tentam não se preocupar, mesmo já tendo passado por situações de violência. “A nossa vida vale mais que os ônibus. O importante é manter a calma para que ninguém se machuque”, afirmou outro motorista, de 62 anos.
 
Além dos incêndios, os assaltos representam outra ameaça para os funcionários e usuários.
 
Para quem depende dos coletivos para se locomover, também existe temor. “A gente fica com medo de andar de ônibus e também de esperar nos pontos, porque é sempre escuro e o ônibus demora para passar”, disse a auxiliar de limpeza Selma Soares, 48.
 
A doméstica Maria de Oliveira, 50, que faz uso do coletivo, procura tomar cuidado com os pertences. “Levo a bolsa sempre perto do corpo e oriento meu filho, que anda mais à noite, a não usar o celular dentro do ônibus”, afirmou.
 
Prejuízos e orientações
A São José, por meio da assessoria de imprensa, informou que, com a queima dos ônibus, a empresa perde totalmente o seu patrimônio envolvido na ocorrência. E que, como o veículo deixa de operar até ser reposto, a comunidade também perde, já que a frota de atendimento das linhas sofre baixa.
 
Segundo a empresa, em média, para cada ônibus queimado é perdido cerca de R$ 200 mil. Os veículos não possuem seguro que cubra o prejuízo.
 
A São José orienta acionar a Polícia Militar, pelo 190, e os Bombeiros, pelo 193. Por questão de segurança, os coletivos podem sofrer alterações em seus itinerários, de acordo com a São José.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários