Motorista de tragédia da Paulo VI será indiciado por homicídio doloso


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Com um braço imobilizado e semblante abatido, o ajudante-geral Cairo César Cruz, 24, foi até o 4º Distrito Policial. No final da tarde desta quinta-feira, 10, ele prestou depoimento sobre o acidente na avenida Paulo VI no dia 31 de outubro.

Na oitiva realizada pelo delegado Dalmo Mateus Polo, Cairo disse não se recordar do acidente e negou ter ingerido bebida alcoólica na padaria Boulevard, no Parque Universitário, onde ele estava reunido com os amigos e com as três jovens mortas na tragédia.

Na ocasião do acidente, morreram Mariana Luiza de Sousa, 19, Carolina Rodrigues Borges, 20, e Bruna Cintra Justino, 20. O adolescente César Eduardo Gonçalves, 16, sofreu ferimentos leves. Já Cairo ficou internado durante 12 dias na Santa Casa e teve alta no dia 12 de novembro.

O inquérito será encerrado por Dalmo na próxima semana. O delegado indiciará o ajudante-geral por homicídio doloso na modalidade dolo eventual (quando o indiciado prevê o resultado de um crime, não quer o ocorrido, mas assume o risco de matar). 

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