Na noite de 9 de agosto de 2014, um incêndio consumiu tudo o que estava armazenado no Depósito Central da Prefeitura, instalado em um dos galpões da antiga Francal, dentro do Complexo Poliesportivo. Naquela noite, a poucos metros do incêndio, acontecia a nona edição de uma das tradicionais festa da cidade, o Fest Bar, que reunia centenas de pessoas. Apesar do susto provocado pelas explosões, ninguém se feriu. Mais de um ano depois da ocorrência, todo o entulho que sobrou do incêndio permanece no local, ao relento.
O antigo depósito hoje mais se parece com um cemitério de ferro-velho. Com o fogo, o prédio perdeu a estrutura que servia como teto. Os materiais que ali existiam sofrem com a ação do tempo. Estacionados no mesmo lugar do dia em que foram queimados estão os restos do que um dia foi uma Kombi e um Gol. Ao lado, tombada no chão, o que sobrou de uma moto.
No mesmo espaço, os armários que serviam para guardar documentos da Prefeitura, como processos administrativos e notas fiscais de compra de material, hoje são um monte de material retorcido, amontoado e enferrujado. Não é difícil encontrar entre eles poças d’água acumuladas pela chuva. Num dos cantos do local, um fogão todo amassado serve como abrigo para insetos. Peças dos equipamentos que seriam instalados na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do Jardim Aeroporto também continuam espalhados por todo lado.
Na época dos fatos, a Prefeitura informou que o prejuízo com o incêndio teria ultrapassado a casa dos R$ 4 milhões, mas que havia seguro. O incêndio teria sido provocado por uma sobrecarga no transformador que gerava a energia para o Fest Bar e para parte do complexo. O equipamento estava instalado no depósito e explodiu. O óleo que o fazia funcionar se espalhou, dando origem a uma série de outras explosões dentro do depósito.
A Prefeitura foi procurada no início da noite de ontem para comentar o fato do depósito estar abandonado, mas não respondeu aos questionamentos enviados por e-mail.
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