Os constantes acidentes em dois cruzamentos nos bairros Cidade Nova e Vila Aparecida têm preocupado comerciantes e moradores das regiões. Nos dois, pelo menos duas colisões são registradas por semana. Falta de respeito ao trânsito e excesso de velocidade são apontados como os principais causadores do problema.
Apenas na semana passada, três acidentes foram registrados no cruzamento entre as ruas Afonso Pena e José Marques Garcia, próximo à escola Pestalozzi. Em um deles, de acordo com a comerciante Ana Paula Facury Nascimento, 43, o carro chegou a subir na calçada e uma das peças do veículo foi arremessada atingindo a parede da sua loja. “Estou aqui há oito meses e já perdi a conta de quantos acidentes presenciei. Tenho medo de que, a qualquer momento, um carro acabe invadindo a minha loja”, disse.
Além das colisões, as frenagens bruscas podem ser ouvidas durante todo o dia. “Esse problema é constante. Ouvimos e vemos o dia todo motoristas freando bruscamente. Acredito que a falta de respeito seja o principal motivo, mas em minha opinião, a sinalização também é falha”, disse a operadora de caixa Kátia Barcelos Borges, 36, que há 5 anos trabalha em uma padaria próxima do cruzamento.
A mesma apreensão é sentida por comerciantes e moradores do cruzamento entre as ruas Major Mendonça e Santos Pereira, que afirmam testemunhar ao menos um acidente por semana no ponto. Para eles, o principal problema é a falta de visão para os motoristas que vêm da Major Mendonça e precisam se arriscar para enxergar os veículos que transitam pela Santos Pereira. “O problema aqui é antigo e já vi muito motorista se machucar, principalmente os de motos. A visualização é difícil e existe pouca fiscalização, o que facilita o desrespeito às normas de trânsito. É preciso alguma atitude, para que acidentes mais graves sejam evitados”, disse a comerciante Renata Reis, 46. Outro problema, encontrado nos dois cruzamentos, é a ausência de faixas de pedestres.
Há 9 anos trabalhando como balconista em uma farmácia no cruzamento da Vila Aparecida, Cléber Henrique, 28, acredita que uma lombofaixa seria suficiente para garantir a segurança dos motoristas e pedestres. “Alguns veículos chegam a subir na calçada e não existem faixas de pedestres nesse trecho. O fluxo é maior em alguns períodos, por isso acredito que o melhor não seja o semáforo, mas uma lombofaixa resolveria esse problema”, disse.
Mudanças
O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, responsável pela Divisão de Trânsito da cidade, afirma que as colisões são causadas pela falta de respeito dos motoristas que ignoram a sinalização. Apontada como solução para os problemas, a instalação de semáforos nos dois cruzamentos é descartada por Buranelli. “As pessoas não entendem que é preciso fluxo o dia todo para viabilizar um semáforo. Se dependesse do número de pedidos para a instalação dos equipamentos que recebemos, toda a cidade estaria completamente parada”, disse.
De toda maneira, o secretário garantiu que, ainda nesta semana, os pontos devem se inspecionados por servidores da Divisão de Trânsito, para que possíveis problemas na sinalização sejam corrigidos. A instalação de faixa de pedestres também será estudada.
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