Presente de Natal


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O ano legislativo acabou e a Câmara Municipal de Franca já entrou em recesso. Os vereadores devem estar refletindo sobre os erros cometidos em 2015 e se planejando para concluir o último ano do mandato de uma maneira que orgulhe os eleitores, certo? Infelizmente, não. A prioridade dos políticos é outra.
 
Pode até ser que eles mudem de ideia e tentem negar a informação após a notícia se tornar pública, o que será feito agora. Na contramão do que ocorre em todo o País, onde o corte de gastos é necessidade por conta da grave crise econômica que assola a nação, um grupo de vereadores, liderados por Luiz Vergara (PSB) e Márcio do Flórida (PT), articula nos bastidores da Câmara para conseguir as assinaturas necessárias para apresentar um projeto para aumentar os salários da próxima legislatura.
 
A ideia é pedir a reposição da inflação acumulada ao longo do mandato, em torno de 30%. Com isso, o salário atual de R$ 6,1 mil pularia para R$ 8 mil. A proposta tem a simpatia de sete vereadores, aqueles com maior dificuldade financeira. Mas, a tendência é de que o número de adesões caia. Preocupados com a repercussão negativa e com a enorme chance de se queimarem com os eleitores, alguns já estão pulando fora do barco. São os casos de Pastor Otávio (PTB) e Valéria Marson (PSDB).
 
O plano do grupo é colocar o projeto do aumento dos salários para ser votado na sessão extraordinária, que será realizada no próximo dia 17, quinta-feira da semana que vem. A aprovação depende de maioria simples. Basta a maior parte dos vereadores presentes no plenário votar sim, que o salário será reajustado. Fácil, fácil. Difícil será aguentar o pau da população. Espero não ter estragado a surpresa.
 
A carta de Baldochi: Causou forte impacto no meio político a carta que o presidente nacional do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, enviou à presidente Dilma Rousseff (PT) segunda-feira. Num dos trechos, o cacique do partido escreveu que passou o primeiro mandato de Dilma como um vice decorativo, que perdeu todo protagonismo político. Impossível não associar com a situação vivida por Fernando Baldochi, vice-prefeito de Franca pelo mesmo PMDB. 
 
Servidor de carreira respeitado pelos colegas, teve papel relevante na campanha eleitoral de 2012. Alexandre deve muito da vitória a ele. Inteligente e bem articulado, destacou-se como o melhor vice. Surgiu como uma opção de renovação para o PMDB de Franca, dominado por dinossauros. Um político de futuro, diziam. Baldochi foi apagado por Alexandre. Não participa das decisões do governo, não emite nenhuma opinião sobre nada. 
 
Igual a Michel Temer, é um vice decorativo. Poderia seguir o exemplo do líder do PMDB e enviar uma carta para o prefeito reclamando da falta de protagonismo político. Ganharia o respeito dos eleitores que votaram nele.
 
Nitroglicerina: Depois da polêmica com a reorganização nas escolas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) já se prepara para enfrentar novo incêndio. Será decidido nos próximos dias se os trechos de rodovias programados para serem concessionados terão novos pedágios. O deputado Roberto Engler (PSDB), que espalhou outdoors pela região dizendo que a duplicação da Cândido Portinari não resultaria em pedágio, reza para Geraldo Alckmin manter a palavra e não autorizar novas praças.
 
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 
 

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