O dicionário continua sendo uma boa fonte de informação. Vamos a ele quando queremos entender o sentido de uma palavra. Podemos encontrar outra palavra. Por exemplo: bonito é belo. Mas podemos encontrar explicações a respeito de um tema mais complicado, formuladas com algumas frases. Procuramos em dois dicionários o sentido da palavra “charge”. Veja o que encontramos.
O dicionário Aurélio diz o seguinte:
“Charge: representação pictórica, ou seja, uma imagem produzida utilizando técnicas de fotografia, desenho, pintura, gravura, ou outras artes visuais. Tem caráter burlesco e caricatural, pois satiriza um fato específico, em geral de caráter político e que é do conhecimento público”. E ainda: “Caricatura: desenho que, pelo traço, pela escolha dos detalhes, acentua ou revela certos aspectos caricatos de pessoa ou fato”.
O dicionário Houaiss explica:
“Charge: desenho humorístico, com ou sem legenda, ou balão veiculado pela imprensa, tendo por tema algum acontecimento atual, que comporta crítica e focaliza, por meio da caricatura, uma ou mais personagens envolvidas.
< fr. Charge, carga, por extensão “o que exagera o caráter de alguém ou algo para torná-lo ridículo, representação exagerada e burlesca, caricatura”.
Os dois dicionaristas nos ensinam que a charge é um desenho que possui um caráter burlesco (que desperta o riso) e crítico (que desperta uma avaliação sobre os fatos do momento). Os personagens de uma charge são desenhados como caricaturas, quer dizer, seus traços são carregados para que traduzam aquilo que o chargista (desenhista especializado em charge) que mostrar.Um exemplo. Para denunciar um político mentiroso o chargista pode desenhá-lo com nariz bem grande, para lembrar Pinóquio, o boneco cujo nariz crescia toda vez que ele contava uma mentira.
As charges podem retratar diversos temas como assuntos cotidianos, política, futebol, economia, ciência, relacionamento, artes, consumo etc. Desde a sua origem, que remonta ao final do século XIX (anos 1800), as charges são publicadas em jornais, revistas e livros. Nos tempos de Dom João VI, rei português que fugiu para o Brasil com medo da armada de Napoleão Bonaparte, a autoridade já era satirizada: Dom João era retratado com coxas de frango no bolso, porque gostava de comer frango frito. Depois, o imperador Pedro I, que voltou a Portugal em 1826, e em seguida seu filho Pedro II, que governou o Brasil até 1899, também foram personagens de charges. As charges nos jornais eram bastante comuns e prestigiadas.
E continuam sendo, por conta do humor, da crítica e da rapidez com que passam uma mensagem. Com o surgimento da Internet, apareceram vários sites especializados em apresentar charges animadas, ou seja, com movimento.
Hoje mostramos charges assinadas por alunos de escolas de Franca. Eles trataram de temas como a tragédia ambiental de Mariana; os atentados em Paris; o preconceito contra idosos; o aumento de temperatura do nosso planeta e até a moda que é imposta, como a dos cabelos lisos. Estamos publicando estes trabalhos nesta edição do Clubinho e pretendemos continuar a fazê-lo nas próximas semanas. Outras charges muito boas chegaram à redação do Comércio da Franca e merecem ser vistas pelos leitores.
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