Surto de leishmaniose na região ameaça cães em Franca


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A funcionária pública Isis Capel Taveira, 34 anos, comprou uma coleira repelente para proteger seu bichinho de estimação
A funcionária pública Isis Capel Taveira, 34 anos, comprou uma coleira repelente para proteger seu bichinho de estimação
A leishmaniose, doença causada por um protozoário e transmitida por meio da picada de um mosquito a cachorros e humanos, tem crescido em cidades da região e ameaça Franca. O bairro de Estreito, em Pedregulho, é onde se concentra a maior incidência da doença, gerando casos importados em Franca, onde ainda não foi detectado o mosquito vetor.
 
De acordo com o diretor da Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, no ano passado, foram 24 casos suspeitos e 5 positivos, já este ano já são 35 suspeitos e 14 positivos. Em 2014, os casos positivos vieram de animais de Estreito, Ibiraci (MG) e Gurupi, em Tocantins. Já este ano, são de Estreito, Pedregulho e Sacramento (MG).
 
“A grande preocupação é que podemos ter o vetor aqui, por essas cidades serem próximas. Nesse momento, é importante prevenir por meio da vacinação e com repelentes”, disse o diretor.
 
Segundo Netto, em Franca, a Vigilância tem realizado treinamentos com os veterinários, orientando-os a identificar a doença e notificar sobre a ocorrência da leishmaniose. Os casos suspeitos são encaminhados para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, onde são analisados.
 
A doença pode ser prevenida por meio da vacinação dos cães e pelo uso de uma coleira com substância repelente, como a deltametrina. A vacina é paga e pode ser aplicada em cães a partir de 4 meses de idade, podendo ser dada em três doses e depois repetida anualmente.
 
Também podem ser adotados, como medidas protetivas, o uso de telas mosquiteiras, de repelentes em humanos e a limpeza de quintais.
 
A funcionária pública Isis Capel Taveira, 34, comprou uma coleira repelente para proteger seu bichinho de estimação. “Estreito é perto e muitas pessoas viajam para lá, então comprei uma coleira com repelente. O animal é como um membro da família, então, esse surto causa preocupação”, disse a funcionária.
 
Para ela, é necessário uma maior divulgação dos riscos da doença e das formas de evitar, já que o animal poderá ser sacrificado se infectado. A eutanásia animal é recomendada pelos órgãos de Saúde, já que o cão se transforma em uma fonte de infecção.
 
A doença
A leishmaniose pode se manifestar em pessoas e animais, sendo que humanos podem desenvolver uma doença crônica com febre e anemia e os animais podem apresentar feridas que não se cicatrizam.
 
O cão se torna um hospedeiro, ao ser picado por um mosquito, este poderá transmitir a doença para outros cães ou para pessoas. Nos bichos, os sintomas envolvem perda de apetite, inchaço nos gânglios e crescimento exagerado das unhas.
 
A fêmea do pequeno pernilongo conhecido popularmente como “palha” pica ao entardecer e à noite. Ele se reproduz em locais com lixo acumulado, áreas de mata com grama e folhas caídas.
 

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