Felicidade é final de sexta-feira, fim do expediente, entrega do serviço, dever cumprido, pegar da bolsa, pegar dos óculos, do celular, das chaves...
Felicidade é percorrer as avenidas e pensar: “Por hoje não volto mais” e mergulhar na aventura da vida.
Ah, felicidade! Felicidade é acordar cedo no domingo e ver que pode dormir mais um pouco.
Tomar seu café no silêncio da casa, deitar de novo, ler o livro favorito, ver aquele filme de suspense que começou naquela exata hora insólita.
Outra felicidade é caminhar junto ao mar, flertando com as ondas, sentindo o cheiro da maresia, daquela brisa limpa do amanhecer, apreciando os navios ao longe.
Comprar o peixe fresco, discutir a espécie do peixe, ver o riso gentil dos pescadores, a rotina do pesca e vende.
Felicidade é encontrar aquela velha amiga, conversar todos os dilemas do universo, rir dos absurdos da vida, sentindo-se posicionado no mundo com este encontro.
Felicidade é adentrar a biblioteca municipal, caminhar por seus corredores antigos, pisar nas folhas secas que forra o chão do antigo pátio...
Ainda na biblioteca, felicidade é caminhar o caminho conhecido de 20 anos; penetrar no seu silêncio sacro, escolher um livro em um mundo de livros, admirar-se ao ver todos mergulhados na leitura: “E não é que ainda se pesquisa na biblioteca”? Então o computador não acabou com isto?”
Felicidade é calçar um tênis velho, se vestir à caráter para poder correr na pista do clube, acreditando que definitivamente vamos acordar mais bonitas amanhã cedo.
Felicidade é rir juntos os risos da inocência de uma criança, construindo casinhas de sonhos, montando cavalinhos encantados, desenhando vaquinhas pintadas, construindo fazendinhas imaginárias.
Felicidade é ser quem você quiser, todo dia e a qualquer hora.
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