Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar até duas casas do Jardim Paulista que abrigavam uma grande quantidade de couro furtado de uma fábrica de calçados e outra de capas e acessórios automotivos de Franca. Na manhã de quarta-feira, cerca de mil metros do produto foram localizados com quatro homens e uma mulher. Suspeitos de integrarem um grupo especializado em subtrair peças de couro para comercializá-las posteriormente, eles foram ouvidos por investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e acabaram presos.
Passavam-se das 10h30 quando os policiais bateram à porta do acusado ELS, de 35 anos. Lá, eles o encontraram na companhia da vendedora FGC, 32, de LRE, 19 e OCM, 40. Todos estavam carregando peças de couro até uma Quantum de propriedade do último suspeito, vizinho de ELS. Indagado, ele afirmou que estavam faturando R$ 50 para retirar os objetos do local pois “eram um problema”. Ele, porém, não se estendeu na explicação.
Na residência de OCM, localizada ao lado da casa de ELS, os policiais se depararam com outras 28 peças de couro na parte dos fundos. O irmão do suspeito, o também vendedor BEM, de 35 anos, estava na casa e foi ouvido. Ele relatou que os materiais eram de sua propriedade e que os adquiriu mesmo sabendo que se tratavam de produtos furtados.
Diante dessa confissão, os mil metros de couros, que possuíam as identificações das duas empresas prejudicadas com os delitos, foram apreendidos e levados até as vítimas, que os reconheceram de imediato. Já os acusados foram encaminhados à DIG, onde o delegado Márcio Murari realizou oitivas até o final da tarde. De acordo com o boletim de ocorrência registrado, parte dos envolvidos já possui passagens policiais. Eles já foram presos e indiciados em outras ocasiões por furtar couros.
Os quatro homens acabaram conduzidos até o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. A mulher, por sua vez, foi recolhida à Cadeia Feminina do Jardim Guanabara. Eles deverão responder por receptação e associação criminosa.
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