O promotor de Justiça Murilo Lemos Jorge abriu uma investigação para apurar detalhes sobre as constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica que vêm sendo registradas na cidade nos últimos meses.
As investigações devem apontar quais as causas do problema, a abrangência e a duração das quedas de energia. “Queremos saber se essas interrupções no fornecimento estão acontecendo, de fato, por conta das fortes chuvas ou se estão relacionadas a alguma negligência por parte da concessionária, como falta de manutenção ou de investimentos”.
Segundo o promotor, outra possibilidade que será investigada é a de que as quedas estejam relacionadas às obras da nova linha de transmissão que está sendo construída entre Franca e São Joaquim da Barra.
A região de Franca é atendida pela CPFL Paulista, que deve ser convocada a prestar esclarecimentos. Caso seja comprovada culpa por parte da empresa, ela poderá responder judicialmente pelos prejuízos causados aos consumidores da cidade. “O volume de reclamações que temos a respeito cresceu muito neste ano e, por conta disso, decidimos abrir este inquérito que não tem data para terminar. A empresa tem a obrigação de oferecer um serviço de qualidade”, disse o promotor.
Na semana passada, o presidente da CPFL, Carlos Zamboni Neto, esteve em Franca. Em entrevista ao programa Hora da Verdade, da rádio Difusora, ele atribuiu os problemas no fornecimento de energia às condições climáticas. “Enfrentamos uma situação diferente com tempestades e ventos mais fortes o que, com a rede ‘nua’, provoca mais interferências e interrupções”, disse, acrescentando que a cidade de Franca, somando-se todos os períodos de interrupção, fica, em média, seis horas sem luz por ano.
Sobre as dificuldades enfrentadas pelos consumidores para serem atendidos pela empresa, o presidente afirmou que, além do telefone, as queixas podem ser registradas também por e-mail (paulista@cpfl.com.br) ou então pelo site www.cpfl.com.br.
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