Inconformados com a mudança no ciclo de ensino, alunos da Escola Estadual “Dr. Orlik Luz”, no City Petrópolis, ocuparam a unidade no final da noite de segunda-feira. Os estudantes se reuniram no pátio da instituição no intervalo das aulas e decidiram ficar para mostrar que estão contrários ao remanejamento de alunos do ensino médio para a Escola Estadual “Profa. Maria Pia Silva Castro”, a 1,5 km de distância do atual colégio.
Por volta de 22h30, surgiu para a polícia a informação de que estudantes decidiram ocupar a “Orlik Luz”. Logo depois, no local, foi possível encontrar quatro viaturas e o portão parcialmente fechado com policiais à frente. Ninguém pode entrar, exceto o Conselho Tutelar e o coordenador. Era possível apenas sair. E foi o que 40 alunos fizeram às 23 horas, quando o sinal tocou.
Segundo a PM, cerca de outros 18 permaneceram na escola. Eles receberam o apoio de outros jovens, que também estiveram na ocupação da “Suely Machado”, há 14 dias e aguardavam do lado de fora. Nenhuma manifestação, cartaz, ocorrência ou grito de revolta aconteceu. Não houve intervenção para que alunos saíssem e a ocupação foi pacífica.
A “Orlik Luz” é uma das oito escolas estaduais de Franca que passarão a atender apenas um ciclo no próximo ano. Com as alterações, a escola citada, “Prof. Luiz Paride Sinelli”, “Profa. Lydia Rocha Alves”, “Profa. Odette Bueno Ribeiro”, “Profa. Suely Machado da Silva” e “Sudário Ferreira” contarão apenas com alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Já as escolas “Prof. Antônio Fachada” e “Torquato Caleiro” terão apenas o ensino médio. Até então, todas as unidades recebiam alunos dos dois ciclos.
‘Suely Machado’
Apesar do pedido de reintegração de posse, solicitado pela Secretaria da Educação do Estado para que o prédio da Escola Estadual “Professora Suely Machado da Silva” seja liberado, a ocupação na unidade completa hoje 14 dias.
Contrários à retirada do ensino médio da unidade, cerca de 35 alunos, de acordo com os próprios manifestantes, estão no local. Com o protesto, os alunos estão sem aulas e os servidores, impedidos de entrar no prédio.
Na última sexta-feira, o promotor da Infância e da Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, um padre, três pastores e representantes da Diretoria Regional de Ensino tentaram dialogar, mas os estudantes se negaram a recebê-los.
O pedido de reintegração de posse está sendo apreciado pelo juiz da Vara da Fazenda Pública, Miguel Aurélio Pena. Até o fechamento desta edição, no entanto, a decisão ainda não havia sido divulgada.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.