A falta de segurança, os muros baixos e a ausência de iluminação têm facilitado os furtos no Cemitério Municipal de Itirapuã. De acordo com o zelador Robson Moreira da Silva, nos últimos dois anos, em pelo menos sete ocasiões, o local foi invadido e diversos objetos foram levados. Além disso, o espaço é frequentemente alvo de vandalismo.
Peças de bronze, como vasos, estátuas e placas, estão entre os alvos preferidos dos bandidos. Com as invasões restam poucos vasos de bronze no cemitério e hoje, com medo, as famílias utilizam materiais mais baratos com o objetivo de coibir os furtos. Há aproximadamente um ano, toda a fiação elétrica dos postes instalados no local também foi levada e, desde então, o cemitério fica totalmente no escuro a noite.
Segundo o zelador, praticamente todos os dias peças são quebradas e túmulos são violados. Por várias vezes, os bandidos arrombaram a porta de uma sala, utilizada como depósito, e chegaram a levar, entre outros objetos, ferramentas, o rádio portátil e até mesmo botas dele. “Não temos guarda noturno e isso facilita a ação dos bandidos. Os muros são baixos e a escuridão, depois que a fiação foi roubada e não foi substituída, também ajuda essas invasões”, disse o zelador, que há sete anos é responsável pelo espaço.
Ainda de acordo com ele, que relata dificuldades para calcular os prejuízos acumulados nesses dois anos, tanto pela Prefeitura como pelas famílias que tiveram peças de seus túmulos levadas, o cemitério é utilizado muitas vezes por usuários de drogas que, sob a influência de entorpecentes, acabam também violando os túmulos. “Todos os dias visito as sepulturas e, em quase todas, encontro alguma coisa quebrada”, disse.
Os casos estão sendo investigados pela polícia.
Promessas
O prefeito Rui Gonçalves (PP) reconhece os problemas enfrentados no cemitério da cidade. Segundo ele, a dificuldade financeira atual da Prefeitura somada ao aumento do custeio e a arrecadação que não cresceu dificultam solucioná-los. “Não vivemos um momento muito promissor. A arrecadação não caiu, mas em contrapartida os custos subiram e, por isso, estamos sem ter como fazer muitos investimentos. Hoje a folha de pagamento já representa 52% da arrecadação e não podemos contratar mais ninguém para fazer a segurança noturna”, disse.
Segundo a engenheira responsável da Prefeitura, Ângela Faleiros, após as invasões, um projeto para a instalação de cercas em todo o perímetro do cemitério foi realizado. “Já temos o projeto, mas com a situação financeira delicada não conseguimos ainda implantá-las”, disse.
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