Noticiário frequente tem sido angustiante para quantos se preocupam com o bem-estar dos semelhantes. Nós, brasileiros, não somos um povo tanto feliz quanto não nos permitem a ambição e o desatino de políticos e governos, mas ainda nos sobra lugar para compadecer-nos de irmãos nossos que, coagidos por conflitos em seus próprios países, homens e mulheres, sãos e doentes, adultos e crianças, inteligentes e parvos, tristeza estampada no rosto, veem-se obrigados a enfrentar embarcações precárias, travessias perigosas e dúvida da aceitação em espaços estrangeiros.
Impacta-nos, ainda, a cena do menino sírio morto afogado, quando fugia com os pais da inospitalidade da própria pátria, tanto quanto chocara a daquela garota atingida por napalm na guerra do Vietnã, breves amostras da crueldade que, ainda que indiretamente, tem autoria na cabeça de alguém.
É inconcebível que quem diz acreditar em Deus (dê-se-Lhe o nome que quiser) seja capaz de perpetrar violência contra seus irmãos.
De outra parte, ainda que de maneira discreta, a mesma imprensa informa que um fenômeno populacional está ocorrendo em alguns países europeus, especialmente na poderosa Alemanha.
Diminui-se o crescimento vegetativo da população. Órgãos governamentais admitem que, a continuar assim, por volta de 2030/2040, faltarão braços e cérebros com especializações que lhes possam atender a demanda de indústria, comércio e serviços.
Considerem os que têm olhos de ver que pode estar em ação um princípio da lei divina segundo o qual as possibilidades de uns atendem as carências de outros.
Força de trabalho sem oportunidade no seu país pode atender as necessidades de países que busca, movida por razões estranhas, fenômeno que combina com o igualmente noticiado fato do envelhecimento da população, como vitória da ciência contra a degenerescência viciosa do homem.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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