O Ministério Público em Franca seguiu pedido da Procuradoria do Estado e recomendou à Justiça que conceda liminar para que seja feita a reintegração de posse da Escola “Suely Machado da Silva”, no Jardim Brasilândia, que está sendo ocupada por estudantes há dez dias. O juiz da Vara da Fazenda Pública, Miguel Aurélio Pena, deverá apreciar o caso na próxima segunda-feira.
O pedido de reintegração de posse já chegou ao gabinete do juiz, mas ele decidiu esperar o resultado de uma reunião que seria realizada na escola, no começo da noite de ontem, entre os alunos, o promotor da Infância e da Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, um padre, três pastores e representantes da Diretoria de Ensino. A Justiça acreditava que poderia ocorrer uma conciliação.
Muito pelo contrário. Apoiados por estudantes da Unesp, os alunos impediram a entrada da comitiva na escola, o que impossibilitou qualquer tipo de entendimento. “ Um grupo que estava na entrada não quis abrir a porta nem chamar os meninos que estavam lá dentro da escola. Ainda tentamos explicar os benefícios que as mudanças vão trazer, mas eles não quiseram diálogo. Foi uma situação ruim”, disse o padre Ovídio, da Pastoral da Educação.
Com a recusa dos estudantes em conversar, a comitiva que tentava o acordo foi embora. O promotor seguiu direto para o Fórum e redigiu um documento relatando o ocorrido ao juiz. “Penso que as pessoas têm o direito de se manifestar, mas o que vi ali foi uma intransigência, uma prepotência. Os demais alunos da escola não podem se prejudicar em razão disso”, disse Arruda Neto.
Já que não foi possível buscar um saída pelo consenso, o promotor recomendou à Justiça que autorize a reintegração de posse. “Minha manifestação vai ser no sentido da concessão da liminar, porque a vida escolar precisa continuar. Existem outros meios de se protestar.”
Arruda disse que é favorável à reorganização. “A situação vai melhorar. É assim que eu vejo e, assim, é a opinião das outras pessoas que foram lá na escola para a reunião que não aconteceu.”
“Pelo o que vi ali, naquela situação específica, na tarde de hoje (ontem), eu entendo ilegítimo, porque eu não vi alunos, não vi pais, não vi a comunidade se manifestando”, completou.
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