Delfinópolis pode ficar sem balsas por até 20 dias


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Fila às margens do rio Grande, para a travessia pela única balsa: espera pode levar até três horas
Fila às margens do rio Grande, para a travessia pela única balsa: espera pode levar até três horas
Foi por meio de uma denúncia anônima de irregularidades nas embarcações que fazem a travessia de pessoas e veículos entre Delfinópolis (MG) e Cássia (MG) que a Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo, interditou as balsas São João Batista do Glória e Rio Grande 4, as maiores que operam no lago. Não há previsão para o restabelecimento do serviço e a cidade pode continuar ilhada por até 20 dias, que é o prazo estimado para as manutenções. A Prefeitura corre para reduzir o tempo.
 
A Marinha informou que as irregularidades vão desde a documentação das embarcações e dos tripulantes, bem como problemas na manutenção. Das três embarcações que operam no local, as duas maiores foram lacradas. Foram detectados problemas no eixo, reversores, extintores, luzes queimadas e falta de habilitação. “A terceira balsa, que transporta apenas cinco veículos pequenos, embora não tivesse com os documentos plenamente regularizados, porém com condições seguras para navegar, permanece operando a fim de não causar maiores transtornos aos usuários”, diz a nota enviada pela Capitania dos Portos.
 
Com as balsas grandes lacradas, o tráfego de caminhões, ônibus e veículos pesados foi interrompido. Os motoristas estão dando meia volta e desistindo de seguir viagem ou, então, buscando uma alternativa por estrada de terra para chegar a Delfinópolis, que aumenta o trajeto em 60 quilômetros.
 
Mesmo os veículos pequenos chegam a esperar na fila por até três horas para fazer a travessia. “Não tinha necessidade de interditar as balsas. Os cascos estão perfeitos e as irregularidades apontadas não apresentam risco. Os fiscais vieram, nos deixaram com o problema na mão e foram embora. Estamos tentando uma liminar na Justiça para ver se é possível voltar a funcionar”, disse o prefeito Pedro Paulo Pinto (PMDB).
 
Reunião
Na próxima segunda-feira, dia 30, o prefeito e representantes da empresa Furnas Centrais Elétricas, que é a responsável pela manutenção das embarcações, vão se reunir com integrantes da Capitania dos Portos, em São Paulo. 
 
Durante o encontro, serão discutidas ações e orientações que possibilitem encontrar uma solução o mais breve possível para a normalização da navegação naquela região. “Não tem uma previsão de quando as balsas vão voltar a funcionar. Enquanto isso, o acesso à cidade ficará comprometido. Os transtornos causados são grandes e há o risco de começar a faltar produtos essenciais”, finalizou o prefeito de Delfinópolis.

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