Um rombo que só faz crescer


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O Brasil vem passando por uma crise muito grave que continua crescendo, na falta de medidas práticas de redução de despesas por parte do governo federal. Não há qualquer perspectiva de melhora em curto e médio prazos, conforme as manifestações dos próprios integrantes da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff (PT). É de se destacar que quase nenhuma medida do pacote fiscal anunciado há meses foi colocada em prática, à exceção dos cortes efetuados em benefícios trabalhistas. Embora o governo negue, programas sociais como o Bolsa Família enfrentando redução significativa de verbas (mais de 800 mil beneficiados já foram cortados), o mesmo ocorrendo com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Minha Casa Minha Vida. Nem assim, porém, houve qualquer redução no déficit nas despesas correntes.
 
Segundo o Planalto, a forte queda na arrecadação de tributos federais levou a mais um déficit primário nas contas de outubro. No mês passado, as contas do governo central (que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) foram negativas em R$ 12,279 bilhões, o pior resultado desde 1997, quando se iniciou a série histórica. O resultado equivale a um déficit de 0,69% do PIB. Com isso, o resultado primário dos dez primeiros meses do ano é deficitário em R$ 33,004 bilhões, o pior desde o início da série histórica. Como se pode ver, nada do que foi feito até agora — inclusive o reajuste do valor da conta de luz, reduzindo o desembolso do Tesouro para subsidiar as geradoras — apresentou qualquer resultado prático.
 
Dificilmente o País irá retomar o crescimento econômico só exigindo sacrifício da classe produtiva. Empresários e trabalhadores não suportam mais o peso de uma política tributária injusta e desigual. Não podemos mais pagar impostos sobre os rendimentos e sobre o consumo. Agora é necessário o sacrifício daqueles que se mantêm às custas dos tributos que nós pagamos. Principalmente os Poderes Executivo e Legislativo, os quais precisam dar o exemplo e buscar cortar em sua própria carne, reduzindo o custeio e gastos. Há uma série de benefícios que não encontram paralelo em qualquer país democrático do mundo que pode ser suprimida. Quase nenhum trabalhador brasileiro têm direito a salário astronômico, além do custeio de moradia, plano de saúde ilimitado e despesas pessoais como acontece no Congresso Nacional. Caso abram mão de grande parte das mordomias, nossos políticos — atualmente malvistos pela população — estarão contribuindo com o esforço que cobram dos contribuintes para equilibrar as contas, além de dar uma demonstração de espírito público que não vimos até agora.
 
 
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