Diretora é proibida de retirar documento de escola ocupada


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Estudantes estão se revezando na ocupação da escola para forçar Estado a desistir da mudança
Estudantes estão se revezando na ocupação da escola para forçar Estado a desistir da mudança
A ocupação da Escola Estadual “Professora Suely Machado da Silva” completa uma semana hoje e ainda não há previsão, de acordo com os próprios alunos, de que o prédio seja liberado. Ontem, a diretora da escola registrou um boletim de ocorrência alegando ter sido impedida pelos estudantes de retirar documentos da unidade. 
 
De acordo com um dos organizadores do movimento, os estudantes impediram que a diretora retirasse os documentos apenas para resguardá-los. “Pedimos que a diretora assinasse um papel informando quais documentos seriam retirados apenas para evitar que, posteriormente, fossemos acusados de sumir com qualquer coisa, mas ela se negou e, por isso, não permitimos a retirada”, disse.
 
A ocupação tem como objetivo conseguir que a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo volte atrás e cancele a retirada das classes do ensino médio da escola. Em Franca, oito escolas passarão, em 2016, a contar com apenas um ciclo de ensino e outra, que até 2015 recebia alunos dos três ciclos, passará a contar com apenas dois. Enquanto o prédio está ocupado, as aulas estão suspensas. 
 
A reportagem tentou contato com a diretora da escola, mas ela não atendeu as ligações realizadas para o seu celular. 
 
Na segunda-feira, a dirigente regional de ensino, Maria Luiza Machado, informou que estava articulando um encontro com os alunos para dialogar sobre a reorganização. 

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