Ouvimos muito sobre trabalho em equipe, sua importância, da necessidade de desenvolvimento do potencial de cada integrante, bem como sobre os benefícios que resultam de times comprometidos em equipe para quem é foco de seus serviços.
Dia destes, durante o horário do almoço, recepcionávamos alunos, eu e alguns outros professores, quando fomos surpreendidos por um chuvisco que logo se tornou chuva forte com vento. Molhamos solidariamente, mas foi bom demais! A chuva que nos apanhou, nos igualou, serviu de meio para ficarmos juntos. Podia ser justificativa para dispersar, reclamar, xingar, ou, em outras palavras, termos a quebra da convivência, autêntico momento de crise. No entanto, não demos importância à chuva!
Em momentos assim surgem oportunidades de crescimento pessoal/profissional e desenvolvimento de novas habilidades, de aproximação, de aplainamento de arestas. Crise, por isso, mesmo — e a sabedoria chinesa não nos deixa mentir — é sinônimo de mudança/oportunidade.
Chuva, em nosso caso, foi benção para equipe que quis permanecer junta. Seria momento para vociferar contra o que deveria ter sido feito, e não foi. Tivéssemos dispersado pela ocorrência da crise, não adiantaria, depois, resmungar, emburrar, enfezar. Só existe o presente. O ontem passou, o futuro é incerto. Notícias que falam de crise geram inseguranças, incertezas, medos, mas como só se fala disso atualmente, resolvi pensar sobre lado bom da crise. Tudo, na vida, pode ser encarado com olhar positivo, benéfico, presente de Deus. É assim que penso, ajo e vivo diante que crises que a vida me apresenta.
Durante aquela chuva percebi que nos tornamos equipe, e focada. Houve superação em prol de conquista que se consolidará, certamente, em futuro breve.
Sozinho teria feito muito pouco. Em grupo, equipe com foco, fizemos muito. Crise? Que nada! Temos, hoje, equipe na qual cada integrante é feliz por sentir-se valorizado!
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário na Unifran/Cruzeiro do Sul
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