O zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela proliferação da dengue e do chikungunya, ganhou repercussão neste mês por conta de uma epidemia de microcefalia em bebês nascidos no Nordeste do País. Há suspeitas de que a anomalia registrada no desenvolvimento dos fetos (veja quadro nesta página) tenha relação direta com a contaminação das gestantes pelo vírus. Em Franca, desde a confirmação da epidemia, as autoridades também estão em alerta e já começaram a tentar barrar a chegada do vírus à cidade.
O chefe das Vigilâncias em Saúde, José Conrado Netto, disse que o zika vírus, que foi detectado no Brasil pela primeira vez em 2014, ainda não chegou à região. “Até o momento, não temos nenhum registro de infectados pelo zika, nem em Franca nem na região. Mas não podemos descuidar.”
De acordo com Conrado Netto, o maior desafio é evitar que pessoas que contraíam o vírus em regiões infestadas, como os Estados do Nordeste do país, espalhem a zika na cidade. “Praticamente já estamos no verão, que é o período de maior proliferação do Aedes aegypti, se houver algum doente infectado pelo zika e ele for picado novamente aqui em Franca, as chances de o vírus se espalhar e fazer novas vítimas são grandes”, alertou.
Como o fim de ano é um período em que viagens ao Nordeste são comuns, o chefe de Vigilâncias pediu atenção. “O zika é um vírus quase assintomático, por isso, as pessoas que forem viajar para o Nordeste devem ficar muito atentas a manchas vermelhas na pele e a pequenas dores, e procurar o mais rápido possível um médico, informando que esteve nas áreas afetadas.”
Para orientar a população, equipes da Vigilância Sanitária estão sendo capacitadas. “Os grupos visitam a cada 15 dias os locais de grande circulação, como o Centro da cidade, os shoppings e a rodoviária, orientando a população sobre os sintomas da doença e como proceder”, disse Conrado Netto.
O chefe das Vigilâncias ressaltou ainda que, como o mosquito transmissor do zika é o mesmo da dengue, é muito importante que as pessoas continuem evitando os criadouros. “O mosquito se reproduz em água parada. Já encontramos larvas até em pequenos recipientes. Então, é preciso atenção. Pelo menos uma vez por semana, a pessoa deve fazer uma fiscalização em casa para evitar o acúmulo de água. Se cada um fizer sua parte, não teremos problemas.”
Sem desespero
Para as gestantes, o chefe de Vigilância disse que não há motivos para desespero. “Não temos o registro do vírus. Estamos agindo de maneira preventiva.”
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