Arte: uma recompensa


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Enrico Nery carrega no sangue a paixão pela música e pela vida artística
Enrico Nery carrega no sangue a paixão pela música e pela vida artística
Com cenários, figurinos e vozes potentes, a Companhia Vocal Enrico Nery tem levado a público espetáculos que ultrapassaram as fronteiras do Brasil. Em 2012 e 2014, o grupo francano se apresentou em turnê pela Holanda em cidades como Weesp, Volendam, Edam, Utrech, além da capital do país, Amsterdã. Em suas peças, as temáticas propõem despertar o espectador para questões como preservação ambiental e origens históricas através de performances voltadas às tradições e folclore de um povo.
 
“Os temas vêm da minha necessidade de alertar as pessoas de que o planeta precisa ser respeitado, ser cuidado. É algo trazido da minha infância, pela forma como fui criado”, disse o diretor da companhia, Enrico Nery. “Essa noção de respeito à natureza, ao próximo, à necessidade de reciclar são muito importantes e agora, mais do que nunca, essa mensagem precisa ser passada. Assim como o amor, a gratidão.”
 
Fundador da companhia, Enrico está à frente do projeto há 23 anos, quando 13 cantores integravam a trupe. Naquela época, a oportunidade de despontar, apresentando a que veio, se deu através de um festival de música sacra promovido pela Capelinha, como conta o fundador. “Neste evento, uma das proprietárias da extinta escola de idiomas Little Lab gostou do nosso trabalho e nos convidou para formar um coral em sua escola. Aceitamos e o grupo passou a se chamar Coral Little Lab”, relembra. 
 
A partir daí, o coral veio se reinventando passando a ter diversos nomes, assim como ocorreu ao ser absorvido pela Unesp, até que, em 2007, passou a se chamar definitivamente Companhia Vocal Enrico Nery. Nesse mesmo ano, o espetáculo Ameríndios conferiu ao grupo vitória no Mapa Cultural Paulista.
 
Atualmente, o grupo possui sete espetáculos montados além de cerca de 50 integrantes e mil peças de figurinos. Entre as suas peças de maior vulto estão a própria Ameríndios, Xamã - o espírito das Américas, Memórias D’África e Estrela das Marés. Em 2015, o público pôde conferir o Gaia - Mater Mvndi e, segundo Enrico, um novo deverá ser lançado em breve. “Estamos em fase de finalização”, afirma.
 
Sobre Enrico
Nascido em Franca em maio de 1964, Enrico José Nery Rodrigues carrega no gene a paixão pela música. Sua mãe, Enoy Nery, foi solista de igreja e chegou a receber proposta para trabalhar na TV Tupi. “Mas meus avós não permitiram que ela assinasse contrato porque, naquela época, pensava-se que moça de família não trabalhava na televisão.”
 
Mesmo assim, Enoy incluía a música em sua rotina familiar. Não ao acaso, a irmã de Enrico, Emília Telma, bem como os dois filhos de Enrico, Bárbara e Victor, herdaram o interesse musical de Enoy. “A música sempre foi muito presente na nossa vida. Durante as viagens, caminhadas, passeios, sempre íamos cantando.”
 
Além da formação da Companhia, Enrico tem no currículo o lançamento de três CDs: Fonte de Inspiração, Nuvens de Fogo e Moradas do Altíssimo. “São CDs de músicas sacras”, disse Enrico. “No segundo, participaram comigo minha mãe, irmã e filha. No primeiro, a Bárbara também cantou, quando tinha ainda 4 anos.”
 
Atualmente dedicado somente à Companhia, Enrico já exerceu as profissões de secretário, desenhista publicitário e professor de música. Ele é formado em Educação Artística pela Unifran. “Mas a companhia foi tomando todo o meu tempo. A recompensa é ver a vida das pessoas melhorar através da arte”, afirmou. “Certa vez, estávamos em Salto (SP) e passamos por uma igreja. Ali, nós cantamos e havia uma senhorinha já bem doente presente. Depois de nos apresentarmos informalmente, não se tratava de um espetáculo, essa senhorinha chegou até nós e disse que aquela era a coisas mais maravilhosa que ela havia visto em toda a vida dela. Uma coisa tão simples”.

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