Irmã de garota morta na avenida Paulo VI diz que motorista bebeu


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Linea ficou destruído após motorista perder controle e bater em árvore. Três garotas morreram
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O acidente da avenida Paulo VI, ocorrido no dia 31 de outubro, continua sob investigação policial. Após os depoimentos do adolescente que sobreviveu à fatalidade e de outras testemunhas, foi a vez da irmã de Carolina Rodrigues Borges, 20. Ela estava na padaria onde os jovens se reuniram pela última vez. Em depoimento, ela confirmou que Cairo César Cruz, 24, estava bebendo.
 
De acordo com o delegado Dalmo Mateus Polo, a adolescente de 17 anos foi com o auxiliar-geral, Carolina e outros amigos até a Boulevard no Fiat Linea do pai do jovem. “Ainda no carro, ela o advertiu sobre a alta velocidade e pediu para reduzir. Em seu depoimento, também relatou, com certeza do que estava dizendo, que ele bebeu”, disse.
 
Além da oitiva com a irmã de Carolina, que só não estava no carro na hora da colisão fatal porque foi embora mais cedo, Dalmo ouviu nos últimos dias outras testemunhas. Entre elas, um dos sobreviventes da tragédia, o adolescente CEG, 16, e dois amigos de Cairo que foram qualificados no boletim de ocorrência do acidente. 
 
Segundo o delegado, os jovens TCC, 18, e JSP, 18, que foram à delegacia nesta semana, não confirmaram se o motorista ingeriu bebida alcoólica. “Em seus depoimentos, eles falaram o mesmo que o menor que estava no carro e que não prestaram atenção se o Cairo estava bebendo cerveja ou vodca e não suco. Mas, mesmo com suas versões, temos imagens que mostram que foi um encontro regado à bebida alcoólica”, disse.
 
Nos próximos dias, os investigadores deverão ouvir os bombeiros que prestaram atendimento às vítimas Carolina, Mariana Luiza de Souza, 19, Bruna Cintra Justino, 20, CEG, 16, e ao condutor. O objetivo é descobrir se, no momento em que Cairo foi socorrido, ele exalava cheiro de álcool. Dependendo das provas que a polícia reunir e do laudo pericial que ficará pronto em até 30 dias, o jovem poderá ser indiciado por homicídio doloso, já que teria assumido o risco de matar. “Minha intenção é ouvir o Cairo na semana que vem e encerrar o inquérito nos próximos dias”, afirmou.
 
Estado de saúde
Após o acidente, Cairo César Cruz ficou 12 dias internado na Santa Casa. Ele foi socorrido em estado grave e ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por uma semana. Na noite de quinta da semana passada, foi para casa. 
 
O rapaz, no entanto, voltou ao hospital no último dia 17 e passou por uma cirurgia no braço. Ainda ontem, ele teve alta e passa bem. 
 
 

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