Prefeito x Pastor


| Tempo de leitura: 3 min
Escrever sobre política é desgastante, pois mexe com muitos interesses. Mas, tenho me divertido com as notícias e com as brigas que brotam nos bastidores do poder em Franca. Os nervos andam à flor da pele pelos lado da Prefeitura. Talvez, irritado com alguma coisa, Alexandre Ferreira (PSDB) precisa urgente de um suquinho de maracujá. As relações entre o imperador e seus súditos estão mais estremecidas do que nunca.
 
Segunda-feira, o prefeito chamou os vereadores aliados para uma lavada de roupa suja no gabinete. Nove deles atenderam à intimação. Primeiro, Alexandre puxou a orelha das ovelhas desgarradas que impediram os seus planos de doar R$ 500 mil para a Acif colocar luzinhas nas ruas da cidade.
 
Mas, o alvo principal da ira do prefeito foi Pastor Otávio (PTB). O vereador é o autor do projeto que previa a instalação de mecanismos de segurança nos bancos para conter explosões de caixas eletrônicos e que foi vetado por Alexandre sob a alegação de “contrariar o interesse público”.
 
Pastor Otávio reclamou do veto na tribuna da Câmara e em entrevistas. Na última coluna, informei que o Itaú foi o maior doador da campanha eleitoral de Alexandre Ferreira. O desgaste na frágil imagem do alcaide foi grande.
 
O prefeito desconfiou que foi o vereador quem vazou a informação e deu uma baita dura nele na reunião. “Por que foi fazer isso? Ficou muito ruim para mim.” Em seguida, Alexandre acusou: “E o senhor que vendeu um título de Cidadão Francano por R$ 15 mil? Já imaginou o estrago que vai ser se a informação vazar?”. 
 
Fizeram um pacto de não divulgarem o teor da reunião. Antes mesmo do término, um dos participantes já havia mandado mensagem em meu celular contando a boa nova.
 
O dinheiro teria sido usado para ajudar a bancar a campanha a deputado feita pelo Pastor. Conversei com o vereador. Ele rebateu as acusações. “O prefeito vetou o projeto e está querendo justificar o injustificável. Quando dei o título, nem pensava em ser candidato.  Não houve nenhuma negociação.”
 
Cuidado, perigo: O número de vereadores descontentes com o prefeito só aumenta. A chapa vai esquentar ainda mais em 2016, quando PTB, PPS e PSB deverão entrar na disputa pela Prefeitura.
 
Fake da empresa falsa: A CEI apura denúncia de que gente ligada ao ICV continuaria atuando em Franca com o nome de outra empresa.
 
Braços abertos: O PTB está acompanhando de camarote as rusgas entre Marco Garcia (PPS) e Alexandre Ferreira. O partido pretende convidar o presidente da Câmara para formar dobradinha com Graciela Ambrósio em 2016.
 
Encostado: Recebi uma colinha da provável nova Mesa Diretora da Câmara, cuja eleição acontece no dia 3 de dezembro. Marco deve ser reeleito com ampla maioria dos votos. Adérmis e Vergara continuam como secretários. A vaga de vice está entre Laercinho (PP), que sonha em ser presidente, e Pastor Otávio. Jépy Pereira (PSDB), que hoje integra comissões permanentes de destaque, ficará apenas em comissões figurativas.
 
Não vai mais poder entrar na Cohab: O juiz André Jorge, candidato a vice-prefeito de Franca em 2008, foi o relator do processo no TRE que cassou o mandato do vereador Netinho de Paula, em São Paulo, por infidelidade partidária, na terça-feira.
 
Inimigos íntimos: Mesmo sendo oposição declarada e ácida, Daniel Radaeli conseguiu levar o prefeito para prestigiar sua solenidade de homenagem aos policiais civis, ontem à noite, na Câmara.
 
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários