A dona de casa Ana Carolina Pereira da Cruz, de 24 anos, viu sua vida mudar em uma noite. A casa em que morava com a família, no Jardim Aeroporto 4, pegou fogo na madrugada da última terça-feira. Ela, o marido e os cinco filhos conseguiram escapar, mas quase tudo o que juntaram a vida toda se foi com o fogo. Agora ela tenta reconstruir a vida e pede ajuda para quem puder fazer doações.
Ana conta que, na segunda-feira, o marido que é auxiliar de limpeza, tinha saído para trabalhar. Ela estava em casa com os cinco filhos (dois dela e três do primeiro casamento do marido). Como o fornecimento de energia elétrica havia sido cortado, à noite, ela resolveu usar velas para iluminar a casa.
“Nunca pensei que fosse acontecer isso. Acendi as velas e coloquei uma na sala e outra na cozinha. Quando fomos dormir, apaguei a da cozinha e, para mim, tinha apagado a da sala também, mas acho que acabei esquecendo”, disse a dona de casa.
Eram quase duas horas da manhã, quando Ana acordou com o cheiro forte de uma fumaça preta. “Nossa, levei um susto. Quando fui para a sala, vi o sofá queimando. Só pensei em salvar meus filhos”, disse.
Ana acordou as crianças e, desesperada, foi pedir ajuda aos vizinhos. “Eles me socorreram. Vieram todos com mangueiras e baldes para apagar o fogo. Eles tentaram salvar alguma coisa, mas na cozinha e na sala tudo foi queimado.”
Ela conta que todos os mantimentos que garantiriam a comida da família se foram. Geladeira, fogão, armários, sofá, televisão, brinquedos e roupas das crianças também foram atingidos pelo fogo, que só foi controlado quase uma hora depois do início. “Parece um pesadelo. Eu ainda fico repassando as coisas na cabeça para entender o que houve.”
Ana se culpa pela vela acessa na sala. “Eu tinha de ter apagado. Mas estava tão cansada e com o bebê de cinco meses dando trabalho que acho que esqueci.” Ela tem um menino de 5 meses e outro de 4 anos e ainda cuida dos enteados de 9, 11 e 14 anos.
A dona de casa tem recorrido a amigos e a família para poder se alimentar. “Eu e os meus filhos estamos dormindo na minha mãe. Meu marido e os filhos dele foram para a casa da minha sogra. Mas sabemos que não podemos ficar por muito tempo. Eles também não têm como nos sustentar. Estamos todos improvisados.”
Ana disse que já procurou a Prefeitura para conseguir ajuda, mas ainda não obteve respostas. Quem quiser fazer doações pode ligar para o telefone (16) 3724-7705, na casa da mãe de Ana.
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