A espécie foi descoberta em Juazeiro, na Bahia, pelo naturalista alemão Johan Baptist von Spix em 1819. Ele as descreveu como de tonalidade azul, presença de uma faixa cinza estendida da região superior de seu bico negro e curto até os olhos, íris amarelada. Segundo Spix, sementes de buriti, pinhão e frutos em geral faziam parte de sua dieta.
Em razão de sua beleza, a ave se tornou alvo frequente do tráfico internacional de animais. Este fator, aliado à invasão de seus ninhos por abelhas africanas, matando fêmeas e filhotes, e, principalmente, à perda de hábitats por conta da destruição da natureza, levou perigo à sobrevivência delas. Em 1986, a última população selvagem de 3 ararinhas-azuis foi descoberta no sertão baiano. Em 1990, cientistas brasileiros reencontraram apenas uma das três ararinhas viva; um macho que sumiu dez anos depois. Outro exemplar em liberdade foi visto pela última vez em 2002, quando desapareceu sem deixar rastros. Considera-se essa espécie como criticamente ameaçada.
A última ararinha-azul, um macho de aproximadamente vinte anos de idade, era deixada em liberdade mas vigiada por cientistas e voluntários na cidade de Curaçá - BA. Durante oito anos, teve uma fêmea de maracanã como parceira sem, no entanto, dar origem a filhotes. Mais tarde, tentativas de aproximação entre ele e uma fêmea de cativeiro de sua espécie foram inúteis. As ararinhas-azuis são monogâmicas.
Atualmente elas só podem ser vistas em cativeiros, sendo sua reprodução nestes locais um acontecimento bastante raro. Quando ocorre, fêmeas colocam aproximadamente três ovos para cada ninhada, depositando-os em ninhos de madeira, e não em ocos de árvores.
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