Paris, capital da França e um dos cenários turísticos mais belos do mundo viveu, no último final de semana, outros momentos trágicos, muito maior do que o atentado ocorrido em janeiro deste ano contra os jornalistas do semanário satírico Charlie Hebdo.
Naquela oportunidade, milhões de pessoas pelo mundo protestaram usando camisetas estampadas ‘Je Suis Charlie’.
Agora é a hora do ‘Je Suis Paris’ e, igualmente, diante da grande tragédia humana e ambiental vivida no Brasil das Minas Gerais, de ‘Eu sou Mariana’. Do jeito que vai, nem haveria espaço suficiente em camisetas para estampar o indispensável ‘eu sou todas as vítimas de violências e injustiças acontecidas no Brasil e no mundo’.
Estamos sendo absorvidos por uma espécie de filme de terror e de suspense que tem cenário no mundo todo. Mostra a fragilidade da nossa aldeia global.
São barragens rompidas (a exemplo do que aconteceu com barragens da Samarco/Vale, em Mariana, MG), devastando pessoas e o ecossistema de Minas até o Oceano Atlântico), balas perdidas, assaltos, homicídios, latrocínios. Tudo pode nos alcançar em questão de milésimos de segundo, e a qualquer instante.
No último domingo, sempre sábio e oportuno, o papa Francisco lamentou a ‘barbárie’ dos atentados em Paris e disse, no final da oração do ¶ngelus perante fiéis na Praça de São Pedro que. utilizar o nome de Deus para justificar ‘é uma blasfêmia’.
Literalmente explicitou que ‘Tanta barbárie nos deixa consternados e nos interroga sobre como pode o coração humano idealizar e cometer atos tão horríveis que transtornaram não só a França, mas o mundo inteiro!’.
Francisco reafirmou, com o vigor necessário, que ‘a via do ódio e da violência não resolve os problemas da humanidade’.
Como cristão, só posso concordar com o papa: o caminho do ódio e da violência não resolve os problemas da humanidade porque, lamentavelmente, é caminho sem volta...
Welson Gasparini
Deputado estadual (PSDB), advogado, ex-prefeito de Ribeirão Preto
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