Os vereadores que integram a base aliada ao prefeito vão enfrentar uma sinuca de bico na sessão de hoje. A Câmara decidirá se aceita ou não o pedido dos integrantes da CEI dos Falsários para prorrogar o prazo das investigações. Votar sim significará arrastar o desgaste de Alexandre Ferreira (PSDB) com o espinhoso tema até as definições das candidaturas para as eleições municipais de 2016. Votar não será a passagem sem volta para se queimar de vez com os eleitores que exigem uma apuração rigorosa da atuação dos falsos médicos em Franca.
A CEI para investigar o contrato assinado pela Prefeitura com o ICV foi aprovada em agosto. O prazo inicial previsto para a conclusão da investigação é de 120 dias, ou seja, vence no próximo dia 15, quando a Câmara já estará de recesso.
A Comissão já constatou a existência de plantões fantasmas, falta de fiscalização, apurou que o ICV sabia da identidade verdadeira dos falsários e que o Instituto, que recebeu R$ 22 milhões da Prefeitura, pode ter sido escolhido de maneira fraudulenta para atuar na cidade. “Nossas apurações estão servindo de subsídio para o Ministério Público e a Polícia Civil apurar os crimes que são de suas responsabilidades. O prazo é muito curto e precisamos de mais tempo para descobrir a verdade real”, disse o vereador Daniel Radaeli (PMDB).
A CEI pretende que o prazo seja prorrogado por mais dois meses. A aprovação depende apenas de cinco votos e deverá passar com tranquilidade. Preocupados com seus futuros políticos, é provável que os vereadores deixem o prefeito na mão. “Se os vereadores não aprovarem, estarão cerceando a investigação. A população está atenta e quer saber o que aconteceu. Espero o bom senso de todos os colegas para que não haja um desgaste maior em relação a isso”, concluiu Radaelli.
Integrante da bancada governista, Adérmis Marini (PSDB) disse ter se comprometido com a CEI. “Vou assinar e votar para que o prazo seja prorrogado.”
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